FHC, Guerra e até o PSB de Campos na torcida por Aécio candidato
Os dois líderes tucanos defendem em encontro com prefeitos do partido o lançamento da candidatura de Aécio para 2014; PSB do governador pernambucano quer ser a terceira via e também torce por isso
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Um hotel de Brasília foi o cenário para o mais explícito ato de apoio do PSDB à candidatura do senador mineiro Aécio Neves à presidência, em 2014. Os dois mais entusiasmados eram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso -- que já havia feito o mesmo em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada na edição de hoje -- e, principalmente, o atual comandante nacional dos tucanos, o deputado Sérgio Guerra (PE).
“Aécio é, seguramente, o verdadeiro candidato da maioria do PSDB e deve assumir a presidência do partido”, defendeu Guerra. “É o chefe que precisamos e o líder que desejamos.” O discurso de FHC foi no mesmo tom: “Ele (Aécio) não precisa de nada, de convenção, de nada, e será ungido como candidato”.
Aécio, contudo, ainda reluta em aceitar a condição de postulante à vaga de Dilma Rousseff. Preferiu, em seu discurso, fazer críticas ao governo federal, sobretudo na área e econômico. Involuntariamente, acabou ajudando dois de seus adversários internos no ninho tucano: os senadores Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Alvaro Dias (PR). Ambos entendem que ainda é cedo para tratar da eleição de 2014. “Aécio sabe administrar bem o seu calendário, mas antes vamos ter de passar por um processo de definição interna do partido", disse Aloysio, que é ligado ao ex-governador José Serra.
De qualquer modo, a candidatura do ex-governador mineiro à presidência parece estar ganhando um “aliado” inesperado: o PSB do governador Eduardo Campos, também cotado para a disputa da vaga de Dilma -- contra a presidenta e o próprio Aécio. Segundo o blog Poder Online, os socialistas torcem pelo lançamento de Aécio, por acreditar que a candidatura acabaria sendo caracterizada como de oposição. Isso abriria espaço para Campos representar a terceira via em 2014 -- nem oposição e nem situação, o que, no raciocínio do PSB, ajudaria a atrair eleitores de ambos os campos.
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