Festival Internacional de Teatro já começou em BH
Dezenas de grupos de teatro de rua e palco vão dividir diversos espaços da capital na 11ª edição do evento. Mais de 140 atrações estão confirmadas no festival que irá até o dia 24 deste mês.
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Minas 247 – Começou neste sábado uma maratona de 16 dias que que é um prato cheio para os amantes das artes cênicas.
São 19 espetáculos internacionais, 12 nacionais e 10 da capital em 60 lugares diferentes. Para o dia de estreia, a programação conta com apresentação do grupo Galpão com uma remontagem da peça Romeu e Julieta, o grupo alemão Antagon com o espetáculo Time Out e o grupo potiguar Clowns de Shakespeare apresenta Sua Incelença, Ricardo III.
Este ano, pela primeira vez na história do festival, o evento contará com uma estreia nacional, a peça Um, Nenhum e Cem Mil, do diretor Roberto Bacci.
Leia abaixo a matéria da jornalista Carolina Braga, do jornal Estado de Minas
A cada dois anos é assim: a comunidade das artes cênicas fica em polvorosa e os cidadãos de BH simplesmente aproveitam. A 11ª edição do Festival Internacional de teatro alco e Rua de Belo Horizonte começa no dia 9 e segue até dia 24, com o objetivo de ocupar vários espaços da cidade e oferecer, em palcos, ruas ou locais alternativos, criações que ultrapassem a fronteira do simples entretenimento.
Diferentemente dos anos anteriores, será um cortejo, com a participação de artistas das mais variadas áreas, que abrirá a maratona, sábado, 9 de junho, a partir das 10h, na Praça da Liberdade. O desfile com profissionais das artes plásticas, cênicas, música, circo e outras linguagens é apenas um sinal. O que teremos, pelos próximos dias, um teatro de limites maleáveis, se é que há limites para as artes.
Pela primeira vez, o público será obrigado a se dividir na noite de estreia. A partir das 19h, três espetáculos simultâneos, com entrada franca, inauguram o FIT 2012. Além do retorno histórico de Romeu e Julieta, do Grupo Galpão, na Praça do Papa, o grupo Clowns de Shakespeare, de Natal (RJ), apresenta Sua incelença, Ricardo III, na Praça Nova da Pampulha, e a companhia alemã Antagon TheaterAktion leva o grandioso Time out ao centro esportivo do Bairro Milionários.
“Vou sair na porta do hotel e pensar para que lado vou”, brinca o diretor Gabriel Villela. Claro que é uma piada. “Já combinei com o Galpão que vou para a Praça do Papa. Tem um significado afetivo para todos nós”, justifica. A escolha, para Gabriel, tem um peso a mais. Ele é o diretor tanto de Romeu e Julieta como de Sua incelença, Ricardo III. “Penso muito no Galpão e no Clowns como dois grupos com características muito distintas, mas ambos vindos do mesmo barro, que é a arte popular”, compara Villela.
É inevitável reconhecer na estética das duas montagens características comuns das criações do mineiro de Carmo do Rio Claro. Mas, segundo ele, há também diferenças. Se Romeu e Julieta bebe na fonte de Guimarães Rosa misturada ao barroco, os palhaços populares nordestinos descontraem o drama sobre o rei inglês. “A linguagem de Ricardo III é jocosa, grotesca, dotada de pinceladas cordelistas e canções nordestinas”, detalha o diretor.
Para Gabriel Villela, um pouco da magia que as peças carregam tem a ver com o resgate do teatro tal qual no tempo de Willian Shakespeare. Ou seja, capaz de emocionar o maior número de pessoas possível, independente de formação ou classe social. “Nosso Shakespeare é totalmente de rua, por isso, digo que ele é vira-lata. Não tem pedigree nenhum. Nada contra o academicismo, mas ele é antirrealista por natureza”, explica.
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