Fernando Pimentel cada vez mais forte para 2014
A vitória do deputado Miguel Corrêa Júnior, escolhido pelo PT para ser o vice de Marcio Lacerda (PSB) nas eleições para a prefeitura da capital mineira, é mais do que tudo uma vitória do ministro do Desenvolvimento. Ele coleciona êxitos no partido e na política estadual nos últimos anos, fortalecendo o projeto de chegar ao governo estadual em 2014
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Heberth Xavier_247 - A vitória do deputado federal Miguel Corrêa Júnior na disputa interna do PT de Belo Horizonte é, acima de tudo, uma vitória do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Corrêa era, desde o início, o nome que o ex-prefeito da capital queria para ser o candidato a vice-prefeito pelo PT na chapa de Marcio Lacerda (PSB). Mais do que isso: o deputado federal petista, que era um nome secundário desde os tempos em que figurava no PPS, tornou-se, a partir sobretudo da ligação com Pimentel, um político de peso no partido. Foi muito bem votado como deputado federal em 2010 e virou peça-chave na sucessão municipal deste ano.
Pimentel, conquista, assim, mais um aliado de peso no estado. Virou um colecionador deles. Mantém, por exemplo, relação muito próxima com o próprio Lacerda. Não falta quem, no mundo político, aponte o atual prefeito de BH como futuro vice-governador do estado - e adivinha na chapa de quem? Sim, do próprio Pimentel. É o mineiro com melhor interlocução junto à presidenta Dilma Rousseff. O ministro do Desenvolvimento tem também um diálogo cordial com o outro homem forte da política mineira, o senador e ex-governador Aécio Neves - essa relação já foi melhor, mas está longe de estar azedada a ponto de os dois não conversarem, pelo contrário.
Se Lacerda for eleito em outubro, levando à tiracolo o vice petista, Pimentel voltará a cravar os dois pés na Prefeitura de Belo Horizonte. E se Lacerda fizer o que acreditam nove entre dez pessoas que estudam a política de BH, Pimentel terá um super aliado administrando a cidade - tudo indica que o prefeito do PSB deixará o cargo em 2014 para tentar ser vice-governador de estado ou mesmo governador. Com isso, Miguel Corrêa assumirá o cargo e terá dois anos praticamente inteiros para mostrar serviço. Desnecessário dizer que, em um cenário assim, ele já se colocaria como favorito à reeleição em 2016.
Pimentel sabe disso e saboreia, à sua maneira, as tantas vitórias que obtém no PT mineiro. Aos poucos, dinamitou a liderança exercida pelo ex-prefeito e ex-ministro Patrus Ananias - um petista bom de voto e bem avaliado pela população, mas que foi perdendo aos poucos o controle sobre o diretório estadual do partido. Pimentel também era próximo do atual vice-prefeito Roberto Carvalho, mas afastou-se depois que este brigou com o prefeito Lacerda. Tentou isolar o grupo do vice-prefeito dentro do PT. Não conseguiu por inteiro, mas o suficiente para fazer valer seus planos na capital mineira.
O ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos padrinhos políticos de Marcio Lacerda pavimenta, dessa forma, a estrada que pretende trilhar até o Palácio Tiradentes, daqui a dois anos. A amigos, Pimentel já disse que preferiria continuar ministro em um eventual segundo mandato de Dilma. Mas, com a sucessão de bons resultados que obteve no PT, sua condição de nome do partido à sucessão de Antonio Anastasia (PSDB) tornou-se quase inevitável.
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