Fechamento da Azaleia foi "culpa do governo federal"

É o secretário estadual de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, sobre o fechamento das fábricas da Azaléia na Bahia; "Fico sentido em dizer isso, já que faço parte da mesma base, mas a responsabilidade por esta situação é única exclusiva do governo federal. Fizemos toda a pressão possível, mas não houve uma resposta"

Fechamento da Azaleia foi "culpa do governo federal"
Fechamento da Azaleia foi "culpa do governo federal" (Foto: Divulgação)


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Bahia 247

Em entrevista ao jornal A Tarde, o secretário estadual de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, não titubeou ao responsabilizar a falta de flexibilidade do governo federal pelo fechamento de 12 unidades da Vulcabras Azaleia, anunciado na última sexta-feira.

Estimativa é de que sete mil demissões já foram feitas nos últimos dois anos. Quatro mil já foram demitidos desde o anúncio do fechamento na sexta. James Correia diz que faltou "sensibilidade" do governo federal para resolver o problema, com a adoção de medidas protecionistas para preservar os empregos.

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"Fico sentido em dizer isso, já que faço parte da mesma base, mas a responsabilidade por esta situação é única exclusiva do governo federal. Fizemos toda a pressão possível, mas não houve uma resposta", lamenta.

Na pequena cidade de Firmino Alves, na microrregião de Itabuna, o fechamento da fábrica deixará desempregada cerca de 80% da mão de obra formal da cidade, segundo apurou A Tarde.

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Dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho, revelam que Firmino Alves tem 693 empregos formais, dos quais 570 estão na unidade da Azaleia. Em Itororó, também na região de Itapetinga, o impacto no mercado formal é da ordem de 60%. Dos 2.068 empregos formais, 1.242 estão na indústria calçadista.

A situação não é diferente em cidades como Caatiba, Itambé, Macarani, cujas economias estão fortemente calcadas na produção de calçados. Em Itapetinga, cidade-sede da Azaleia na Bahia, o impacto tende a ser menor, já que a matriz continua em funcionamento.

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Mesmo assim, o cenário é de preocupação. O comércio de Itapetinga já teme pelas demissões, sobretudo porque não só funcionários que moram na cidade como também de outros municípios consomem na cidade.

"Já estávamos esperando demissões, mas só quando ocorre é que sentimos mesmo o impacto", disse o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itapetinga, Oniel Silva Brandão. Segundo ele, cerca de 50% da clientela local possui crediários no comércio - cenário que gera o temor de crescimento da inadimplência.

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Crise pontual - As demissões na Vulcabrás Azaleia representam aproximadamente 12% dos postos de trabalho gerados pela indústria calçadista na Bahia. Mesmo com o impacto, o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados e Componentes do Estado da Bahia, Haroldo Ferreira, considera a crise pontual.

Segundo ele, a forte concorrência do mercado asiático atinge prioritariamente o segmento que produz tênis e calçados esportivos - carro chefe do portfólio da Vulcabrás Azaleia na Bahia. A empresa detém marcas como Reebok e Olympikus.

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"O setor calçadista não está em crise. O que existe é um problema específico no segmento de tênis esportivos, que sofre uma concorrência desleal do mercado asiático", explica Haroldo Ferreira. A maioria das indústrias de calçados da Bahia produz calçados femininos ou masculinos em couro, setores onde os asiáticos não tem tradição de produção.

A solução para a crise da Vulcabrás Azaleia, explica Ferreira, passa por medidas antidumping, como a definição de sobretaxas aos calçados asiáticos, além da realização de investigações nos certificados de origem dos calçados importados. Informações do A Tarde.

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