FBC quer criar varas especializadas para julgar autoridades com foro

Investigado pela Lava Jato pela suspeita de intermediar propinas para campanhas políticas do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, falecido em 2014, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) deve apresentar uma emenda ao projeto que extingue o foro privilegiado para parlamentares e autoridades; emenda prevê a criação de varas especializadas para julgar autoridades; ideia é que a denúncia continue sob responsabilidade da Procuradoria Geral da República (PGR) e o acolhimento permaneça com o Supremo Tribunal Federal (STF); após este trâmite, o processo seguiria para o julgamento em primeira instância

senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) (Foto: Paulo Emílio)


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Pernambuco 247 - Investigado pela Lava Jato pela suspeita de intermediar propinas para campanhas políticas do PSB e do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que faleceu em um acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) deve apresentar uma emenda ao projeto que extingue o foro privilegiado para parlamentares e autoridades. A emenda que deverá ser apresentada prevê a criação de varas especializadas para julgar autoridades. A ideia é que a denúncia continue sob responsabilidade da Procuradoria Geral da República (PGR) e o acolhimento, que transforma o político acusado em réu, permaneça com o Supremo Tribunal Federal (STF). Após este trâmite, o processo seguiria para o julgamento em primeira instância.

"Quem roubou, quem se locupletou, quem botou dinheiro fora na Suíça, quem não tem justificativa para o seu patrimônio pessoal, aplique-¬se a lei. Vai ser preso, vai ser punido, vai ser cassado", disse. FBC, que nega as acusações contra ele, disse que é preciso separar o "joio do trigo" e que o financiamento irregular de campanha é diferente de roubo. Segundo o parlamentar, é preciso que haja critérios em torno da questão do foro privilegiado". "Um juiz não pode ser julgado por um juiz na primeira vara. Você não pode ter um promotor apreciado por um promotor da mesma entrância. É preciso que a gente dê estabilidade", afirmou.

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