Família de Valério cobra punição para delegado
Parentes de radialista assassinado reúnem-se com o diretor-geral João Carlos Gorski na tarde desta quarta-feira (14) para pedir providências relativas ao comportamento do então titular do 4º DP, Manuel Borges, acusado de tomar extraoficialmente e ainda fraudar o depoimento de um dos acusados pelo crime na tentativa de beneficiar o principal suspeito de ser o mandante, o tabelião Maurício Sampaio
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A Redação - Com o objetivo de cobrar providências da Polícia Civil sobre o caso do delegado Manuel Borges, o cronista esportivo Manoel de Oliveira e o advogado Valério Luiz Filho se reúnem com o Delegado Geral da Polícia Civil do Estado de Goiás, João Carlos Gorski, na tarde desta quarta-feira (14).
No encontro, que será realizado às 15 horas na sede da Polícia Civil, no Setor Aeroviário, pai e filho do radialista Valério Luiz, assassinado no dia 5 de julho de 2012, vão cobrar esclarecimentos sobre vários pontos ainda sem solução.
De acordo com a família de Valério, no dia 4 de abril, o delegado Manuel Borges, então titular do 4º Distrito Policial de Goiânia, tomou depoimento de Marcus Vinícius, um dos acusados de participação no crime, fora do processo penal do caso e ainda modificou o que foi dito pelo réu.
Ainda segundo familiares do cronista, o fato do depoimento ter sido colhido de maneira ilegal acabou sendo usado pela defesa do empresário Maurício Sampaio, acusado de ser o mandante do assassinato.
Mesmo afastado do 4º DP após o ocorrido, Manuel estaria trabalhando normalmente no 11º Distrito Policial (DP) da capital. "Ele [Manuel] não pode continuar trabalhando como se nada tivesse acontecido. Queremos saber quais providências serão tomadas diante desse fato e queremos ouvir do delegado-geral", destaca Valério Luiz Filho.
A família do cronista ressalta ainda que a acusação já entrou com um recurso contra o Habeas Corpus concedido a Maurício, que pode, inclusive, voltar à prisão, já que o recurso deve ser julgado ainda esta semana.
Entenda o caso
O cronista esportivo Valério Luiz foi assassinado no dia 5 de julho de 2012, ao sair da Rádio Jornal 820, hoje Rádio Bandeirantes, onde trabalhava. Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime.
Depois de oito meses de investigações, a Polícia Civil concluiu que o empresário Maurício Sampaio seria o mandante do crime. Já Urbano de Carvalho Malta e Djalma da Silva teriam organizado o assassinato com o apoio de Marcus Vinícius. Ainda segundo o inquérito, Ademá Figueiredo seria o executor do radialista.
Todos os acusados aguardam julgamento em liberdade. Três audiências de instrução já foram realizadas. Uma quarta audiência está agendada para o dia 2 de setembro, onde os réus devem ser ouvidos e depois o judiciário irá decidir pela realização ou não de um júri popular. (Adriana Marinelli)
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