"Falta diálogo e reuniões do nosso bloco para que possamos traçar ações"
Quem diz isto é o deputado federal Fábio Reis (PMDB), em entrevista ao 247; ele reclama da falta de espaço do PMDB no Governo, diz que sigla pode eleger até três deputados federais e cinco deputados estaduais em 2014, em Sergipe; mas diz ser "inadmissível que secretário ou diretor do PMDB trabalhe para eleger parlamentares de outros partidos"
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Valter Lima, do Sergipe 247 - O deputado federal Fábio Reis (PMDB) afirma que falta unidade de pensamento dentro do bloco governista - tanto dentro do PMDB quanto entre os partidos que compõem a base de sustentação do Governo Marcelo Déda (PT). "Estamos numa fase de "cada um por si, Deus por todos", aponta. E faz uma reclamação: "é inadmissível é que secretário ou diretor, indicado pelo PMDB, esteja trabalhando para eleger deputados de outros partidos".
Em entrevista, realizada por email, o parlamentar volta a cobrar mais espaço para o PMDB no Governo Estadual e diz que que o partido tem condições de eleger três deputados federais e cinco estaduais. Sobre a possibilidade de Jackson ter o apoio de João Alves, Fábio Reis diz que é algo que "poderia ser levado em consideração".
Confira a entrevista na íntegra:
Sergipe 247 - Deputado, quando o senhor faz a seguinte afirmação "Precisamos nos unir, consolidar nossas relações e tomar as decisões em conjunto", o que quer dizer especificamente? Falta essa união hoje dentro do PMDB? Ou falta esta união entre os partidos que estão hoje na base de sustentação do Governo Déda?
Fábio Reis - Em ambos. Hoje o que eu observo, e é uma opinião pessoal, é que estamos numa fase "cada um por si, Deus por todos", infelizmente. Falta diálogo frequente e reuniões do bloco, onde todos possamos opinar e traçar ações em conjunto.
247 - Que estratégias foram discutidas com o presidente do partido, senador Valdir Raupp, visando ao pleito eleitoral de 2014?
FR - A prioridade da nacional é eleger um maior número de deputados federais e estaduais. Em Sergipe o PMDB irá priorizar também a candidatura de Jackson a governador. Não abrimos mão disso. Temos condições de eleger três federais e cinco estaduais.
247 - Suas declarações de que o PMDB está sub-representado no Governo do Estado repercutiram muito. Que espaços o partido deseja ocupar com a reforma? Há alguma pasta específica que o PMDB deseja?
FR - Esta é uma questão que será debatida internamente entre o presidente da estadual e o governador. O próprio Jackson já disse publicamente que o governador reconhece que o PMDB merece mais espaço, afinal de contas, ganhamos novas prefeituras e um deputado federal, e perdemos uma secretaria muito importante na articulação política. É preciso recompor as forças de maneira que todos os partidos estejam representados de forma igualitária. Outra coisa que é inadmissível é que secretário ou diretor, indicado pelo PMDB, esteja trabalhando para eleger deputados de outros partidos.
247 - O que o senhor tem a dizer das críticas que estão sendo feitas pelo presidente do PTB, Edivan Amorim, contra Jackson Barreto?
FR - Acho que isso não contribui em nada com a classe política. Precisamos discutir a ideia e deixar o campo pessoal de lado. Isso não acrescenta nada do ponto de vista político.
247 - O senhor é favorável a uma aliança entre Jackson e o prefeito João Alves Filho (DEM) para a eleição de 2014?
FR - Sou liderado por Jackson Barreto. Se dentro da conjuntura política for bom para Sergipe e para unidade e fortalecimento da candidatura de Jackson Barreto, é algo que poderia ser levado em consideração. Mas, no momento, não tenho opinião formada sobre o assunto.
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