Facebook vai enfatizar amigos, não notícias, em uma série de mudanças

Empresa vai mudar o filtro do News Feed para priorizar o que os amigos e a família compartilham, reduzindo a quantidade de conteúdo não publicitário de publicações e marcas.

Facebook vai enfatizar amigos, não notícias, em uma série de mudanças
Facebook vai enfatizar amigos, não notícias, em uma série de mudanças


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(Reuters) - O Facebook começou na quinta-feira a mudar a forma como filtra mensagens e vídeos no News Feed, dando início ao que o presidente-executivo, Mark Zuckerberg, disse ser uma série de mudanças no design da maior rede social do mundo.

Zuckerberg, em uma abrangente mensagem no Facebook, informou que a empresa vai mudar o filtro do News Feed para priorizar o que os amigos e a família compartilham, reduzindo a quantidade de conteúdo não publicitário de publicações e marcas.

O Facebook, que possui quatro dos aplicativos de smartphones mais populares do mundo, incluindo o Instagram, por anos tem priorizado o material que seus complexos algoritmos de computador pensam que as pessoas vão se envolver com comentários, “curtir” ou outras formas de mostrar interesse.

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Zuckerberg, o cofundador de 33 anos da empresa, disse que esse não será mais o objetivo.

“Estou mudando o objetivo que eu atribui a nossas equipes de produtos para que deixem de se concentrar em ajudá-lo a encontrar conteúdo relevante para ajudar você a ter interações sociais mais significativas”, escreveu Zuckerberg.

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A mudança provavelmente significará que o tempo que as pessoas gastam no Facebook e algumas medidas de engajamento vão cair no curto prazo, disse o cofundador, acrescentando que a mudança será melhor para os usuários e para o negócio no longo prazo.

A publicidade na rede social não será afetada pelas mudanças, afirmou John Hegeman, um vice-presidente do Facebook, em entrevista.

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O Facebook e as redes sociais concorrentes foram inundados por críticas de que seus produtos reforçam os pontos de vista dos usuários sobre questões sociais e políticas e levam a hábitos de visão viciantes, levantando questões sobre possíveis regulamentos e a viabilidade a longo prazo das empresas.

A companhia foi criticada por algoritmos que podem ter priorizado informações enganosas e desinformação nos feeds das pessoas, influenciando as eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2016, bem como o discurso político em muitos países.

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No ano passado, o Facebook revelou que agentes russos usaram a rede para espalhar mensagens inflamadas para polarizar o eleitorado norte-americano.

Zuckerberg disse que uma revisão dos produtos da empresa, começando com as mudanças nos algoritmos que controlam o News Feed, ajudará a resolver essas preocupações. Alterações semelhantes serão feitas para outros produtos nos próximos meses, afirmou o cofundador.

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“Nós sentimos uma responsabilidade para garantir que nossos serviços não sejam apenas divertidos de usar, mas também sejam bons para o bem-estar das pessoas”, escreveu Zuckerberg.

Com mais de 2 bilhões de usuários mensais, o Facebook é a maior rede social do mundo. É também uma das maiores empresas do mundo, com receita de 36 bilhões de dólares, principalmente de publicidade, nos 12 meses encerrados em 30 de setembro.

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Mudança de conteúdo não publicitário produzido por empresas é um golpe potencialmente grave para as organizações de notícias, muitas das quais usam o Facebook para atrair leitores, mas Zuckerberg disse que muitos desses posts não são saudáveis.

“Algumas notícias ajudam a iniciar conversas em questões importantes. Mas muitas vezes hoje, assistir a vídeos, ler notícias ou obter uma atualização de página é apenas uma experiência passiva”, escreveu ele.

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Por David Ingram e Paul Sandle

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