Facebook diz que usuários terão que aceitar anúncios direcionados mesmo sob a nova legislação da UE

A lei da UE, que entra em vigor no próximo mês, promete a maior mudança sobre privacidade online desde o nascimento da internet. As empresas vão enfrentar multas se coletarem ou usarem informações pessoais sem permissão.

Facebook diz que usuários terão que aceitar anúncios direcionados mesmo sob a nova legislação da UE
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(Reuters) - O Facebook Inc disse na terça-feira que vai continuar exigindo que as pessoas aceitem anúncios direcionados como condição de usar o seu serviço, uma postura que pode ajudar a manter seu modelo de negócio em grande parte intacto, apesar de uma nova lei de privacidade da União Europeia.

A lei da UE, que entra em vigor no próximo mês, promete a maior mudança sobre privacidade online desde o nascimento da internet. As empresas vão enfrentar multas se coletarem ou usarem informações pessoais sem permissão.

O vice-chefe de privacidade do Facebook, Rob Sherman, disse que a rede social começará a buscar permissão dos europeus nesta semana para diversas formas de uso do Facebook dos dados, mas afirmou que a opção de ser excluído do marketing direcionado não será possível.

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“O Facebook é um serviço amparado em publicidade”, disse Sherman para repórteres na sede do Facebook.

Os usuários do Facebook poderão limitar os tipos de dados que os anunciantes usam para direcionar suas campanhas, acrescentou ele, mas “todos os anúncios no Facebook são segmentados até certo ponto, e isso também é verdade para a publicidade off-line”.

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O Facebook, a maior rede de mídia social do mundo, usará as chamadas “telas de permissão” - páginas cheias de texto que exigem que usuário pressione o botão para avançar - para notificar e obter aprovação.

As telas aparecerão no site do Facebook e no aplicativo de smartphone na Europa esta semana e globalmente nos próximos meses, disse Sherman.

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As telas não darão aos usuários do Facebook a opção de “recusar”. Em vez disso, elas orientarão os usuários a “aceitar e continuar” ou “gerenciar a configuração de dados”, de acordo com cópias que a empresa mostrou a repórteres na terça-feira.

“As pessoas podem optar por não estar no Facebook, se quiserem”, disse Sherman.

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Reguladores, investidores e defensores da privacidade estão observando de perto como o Facebook planeja cumprir a lei da UE, não apenas porque o Facebook se envolveu em um escândalo de privacidade, mas também porque outras empresas podem seguir sua liderança na tentativa de limitar o impacto da saída de usuários.

No mês passado, o Facebook divulgou que as informações pessoais de milhões de usuários, principalmente nos Estados Unidos, haviam acabado erroneamente nas mãos da consultoria política Cambridge Analytica, levando a audiências no Congresso dos EUA e ao escrutínio mundial do compromisso do Facebook com a privacidade.

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O vice-presidente financeiro do Facebook, David Wehner, alertou em fevereiro que a companhia poderia ver uma queda no uso devido à lei da UE, conhecida como o Regulamento Geral de Proteção de Dados.

Por David Ingram

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