Extermínio: ministra diz que há, polícia diz que não
Maria do Rosário afirma que governo federal trabalha com a possibilidade de participação de um grupo de extermínio no assassinato de 27 moradores de rua em Goiânia; Polícia Civil diz que 10 inquéritos já foram esclarecidos e até agora não há indícios que apontem para a ação de matadores
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Goiás 247_ A onda de mortes violentas de moradores de rua da Capita levanta agora polêmica entre autoridades. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, afirmou que o governo federal trabalha com a hipótese de grupo de extermínio ter agido nos assassinatos. São 27 mortes nos últimos sete meses.
A Polícia Civil nega a participação de um grupo de extermínio e afirma que na maioria dos casos a motivação é o tráfico de drogas. Maria do Rosário afirma que o governo estadual precisa investigar se há participação de autoridades nos crimes.
“O governo trabalha [com a hipótese de grupos de extermínio]. Não é possível pensarmos que 27 pessoas foram mortas em Goiânia nos últimos sete meses, sem avaliarmos que há um grupo de extermínio agindo. Que inclusive o governo do estado deve verificar a possibilidade de autoridades de polícia, de pessoas envolvidas também que exerçam a autoridade porque sem dúvidas nós estamos diante de uma situação muito grave e que não pode ficar sem resposta por parte das autoridades”, disse.
"São casos isolados, brigas entre eles por causa de drogas", afirma o superintendente da Polícia Civil, delegado Deusny Silva Filho. A polícia também informa que cerca de 10 inquéritos já foram solucionados e até agora não há indícios que apontam para a existência de um grupo de extermínio.
Reportagem desta segunda-feira de O Popular mostra que um veículo prata foi visto por moradores de rua nos locais de alguns assassinatos.
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