“Eu que coloquei direitos humanos na pauta nacional”

O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), em entrevista à rádio Liberdade FM, de Aracaju, disse, nesta quinta-feira (25), que a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que ele preside, "era desconhecida e só falava de homossexualidade"; Feliciano questionou produção parlamentar da comissão antes de ser presidida por ele e minimizou as manifestações contra sua permanência na presidência do colegiado; ele descartou a possibilidade de deixar cargo e atacou PT; "isso que está acontecendo é cortina de fumaça"

“Eu que coloquei direitos humanos na pauta nacional”
“Eu que coloquei direitos humanos na pauta nacional”


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Valter Lima, do Sergipe 247 – O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou nesta quinta-feira (25) que foi graças a ele e ao seu partido que a Comissão dos Direitos Humanos e Cidadania (CDHC) ganhou repercussão nacional. “A comissão ficou importante por causa dessa polêmica. Então, eu tenho orgulho disso. A comissão era desconhecida, só falava de homossexualidade. A comissão era um quartel general para aqueles que têm pensamento diferente da maioria dos brasileiros. Fizeram de tudo para que eu saísse”, afirmou, em entrevista à rádio Liberdade FM, de Aracaju.

Segundo o pastor, a CDHC votou, no ano passado, apenas sete projetos e realizou 30 audiências públicas, enquanto a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), da qual ele era membro, votou 1.100 projetos. “Essa comissão nunca foi tratada para cuidar dos direitos humanos”, disse. O parlamentar descartou qualquer possibilidade de deixar a presidência da CDHC. “Este assunto, para mim, já é passado. O partido me abraçou. Estou ali para provar que a comissão pode trabalhar muito pelo Brasil”, ressaltou.

Feliciano minimizou as manifestações contrárias à permanência dele na pasta e disse ter o apoio dos evangélicos. “Ocorreram 40 manifestações que somadas não deram cinco mil pessoas. Anteontem, em um evento onde eu estava em Porto Seguro, falei para 20 mil líderes evangélicos, que representavam oito milhões de pessoas. Semana retrasada, estiveram em Brasília 25 mil pastores da Assembleia de Deus, representando mais 18 milhões de pessoas”, comparou.

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Ele afirmou que “deu vontade de dar gargalhada” quando soube que membros da CDHC disseram na mídia que deixaram a comissão. “Não chegou até mim nenhum documento oficializando a saída deles. Continuam lá dentro. O PT decidia tudo antes. Era o responsável por todos os projetos. Até agora saíram dois parlamentares do PSOL. O PT tem sete membros na comissão. Se saírem também, ainda terá membros suficientes para ter coro e continuar as ações”, ressaltou. A comissão é formada por 36 membros.

E disse mais: “Isso que está acontecendo é uma cortina de fumaça. Quando eu falei que deixaria a comissão se o pessoal do PT condenado no mensalão saísse da Comissão de Constituição e Justiça, acabou o furdunço, porque estavam me usando como bode expiatório”.

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O deputado ainda criticou a mídia e os artistas que protestaram contra ele.  “Porque você acha que a mídia me bate tanto? Porque está infestada de gente que defende a causa dos homossexuais. Porque os artistas fazem isso? Porque o mundo em que eles vivem é assim. Agora, pergunte ao pai e a mãe de Daniela Mercury se eles aceitaram o que ela fez? Quando dois homens ou duas mulheres se beijam na boca, eles pensam que estão mandando recado para mim, mas estão mandando recado para 200 milhões de brasileiros, que sabem que isso não é normal”, afirmou.

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