Estrutura física do Huse e de maternidade tem muitos problemas

Relatório do Corpo de Bombeiros revela que há muitos problemas nas duas unidades de saúde que oferecem risco para profissionais e usuários; na MNSL, foi constatado que a caixa d'água que fica na entrada da unidade está com a estrutura de ferro oxidada e pode cair; no Huse, também houve a constatação de problemas nos prédios da unidade, que passaram por reformas recentemente; Fundação de Saúde diz que já está atendendo as orientações dos bombeiros

Estrutura física do Huse e de maternidade tem muitos problemas
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Sergipe 247 – A estrutura física dos prédios que abrigam o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) apresenta muitos problemas e oferece risco para profissionais e usuários das duas unidades de saúde. É o que aponta relatório do Corpo de Bombeiros, elaborado a pedido do Ministério Público Estadual (MPE). A informação é de reportagem do Jornal do Dia, assinada pela jornalista Cândida Oliveira.

Na vistoria realizada na maternidade, foi constatado que a caixa d'água que fica na entrada da unidade está com a estrutura de ferro oxidada e pode cair. Por causa disso, os bombeiros não puderam subir na caixa para analisar o conjunto da bomba de água que pode ser usado em situações de incêndio.

Além disso, dos 50 extintores de incêndio, 29 estão vencidos, o que é muito arriscado porque as paredes da maternidade são de gesso e papelão, material inflamável e a porta de emergência está lacrada com ferrolho e cadeado. “Há realmente risco para transeuntes, pacientes e funcionários”, afirmou ao Jornal do Dia, coronel Reginaldo Dórea, diretor de atividade do Corpo de Bombeiros.

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Em relação ao Huse, também houve a constatação de problemas nos prédios da unidade, que passaram por reformas recentemente. “Para cada ponto, demos um prazo específico para correção. Em algumas situações, há casos que deveriam ser corrigidas de imediato. Finalizando o prazo total fixado pelo MP, nós voltaremos lá e verificaremos se houve realmente a totalidade na execução nas correções apontadas pela vistoria do CB", disse o coronel.

O diretor da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Marcelo Vieira, disse que já estão sendo providenciadas todas as medidas para a readequação das saídas de emergência na maternidade e de todas as questões de segurança solicitadas pelos bombeiros. Com relação ao Huse, a FHS pontuou que, como se trata de uma unidade maior e mais complexa, já está realizando as readequações necessárias no local. "Paralelo às demandas sugeridas pelo Corpo de Bombeiros, a Fundação já vem realizando mudanças físicas no Pronto Socorro da maior porta de acesso à saúde do estado ", assegurou.

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O diretor administrativo da Fundação, Mário Ferreira, não deu um prazo para cumprir todas as exigências feitas pelo Corpo de Bombeiros, disse apenas que questões menores serão resolvidas nos próximos 15 dias. Ele disse ainda que os problemas já não foram sanados por conta do recurso escasso da Fundação. "Estávamos dando prioridade maior ao abastecimento e reabastecimento de medicamentos, material médico hospitalar. Agora nesse momento sim, temos fluxo de caixa e podemos começar a fazer a licitação para execução desses serviços", garantiu ao Jornal do Dia.

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