Estado financia pesquisa sobre drogas em Goiás
Recursos da ordem de R$ 4,4 milhões já estão na conta dos pesquisadores; cada projeto selecionado receberá entre R$ 30 mil e R$ 300 mil e será executado pelas equipes num prazo de 18 meses, podendo ser ampliado por mais um ano; Fapeg foi considerada pela professora Maria Sônia França, coordenadora do Eixo de Prevenção do Fórum Goiano de Enfrentamento e Prevenção ao Uso do Crack e outras Drogas, como a mais atuante fundação de apoio à pesquisa e pioneira no incentivo a estudos científicos sobre o tema do Brasil
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Goiás247_ Criada em 2005, na segunda gestão do governador Marconi Perillo, a Fapeg – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás – foi considerada pela professora Maria Sônia França, coordenadora do Eixo de Prevenção do Fórum Goiano de Enfrentamento e Prevenção ao Uso do Crack e outras Drogas, como a mais atuante fundação de apoio à pesquisa e pioneira no incentivo a estudos científicos sobre o uso de drogas ilícitas e lícitas, do Brasil.
A opinião da professora foi manifestada durante a cerimônia de entrega de recursos financeiros aos pesquisadores selecionados na Chamada Pública 06/2012 de Apoio à Pesquisa Científica para Enfrentamento das Drogas Ilícitas e do Álcool no Estado de Goiás. Os recursos, da ordem de R$ 4,4 milhões, estão na conta dos pesquisadores que tiveram seus projetos selecionados pela Fapeg, podendo agora iniciar seus estudos científicos para a caracterização dos usuários, avaliação da rede socioassistencial, atenção clínica ao usuário de drogas ilícitas e do álcool e desenvolvimento de tecnologias de enfrentamento ao tráfico de drogas.
O elogio da coordenadora ganha respaldado nos números. Depois de criada, a Fapeg passou quase cinco anos do governo anterior sem nenhum investimento ou atividade. Em menos de três anos do atual governo, já foram investidos R$ 170 milhões na Fundação, R$ 150 milhões do Tesouro Estadual e R$ 20 milhões do Governo Federal.
Cada projeto selecionado receberá de R$ 30 mil a R$ 300 mil e será executado pelas equipes de pesquisadores num prazo de 18 meses, que poderá ser ampliado por mais 12 meses. Nesta Chamada Pública, a FAPEG contemplou 32 projetos de pesquisa nas quatro áreas definidas como estratégicas para a produção de conhecimento científico que poderá subsidiar a definição de políticas para o enfrentamento das drogas no Estado.
Participaram da Chamada Pública pesquisadores doutores vinculados a instituições de ensino superior, a institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, ou a entidades públicas com atividades de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação com sede no Estado de Goiás. Além de contemplar instituições sediadas na capital, o edital selecionou projetos a serem desenvolvidos nas cidades de Ipameri, Anápolis, Jataí, Catalão, Trindade e Aparecida de Goiânia.
Os projetos contemplados serão executados por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás - UFG, da Pontifícia Universidade Católicas de Goiás – PUC GO, da Universidade Estadual de Goiás – UEG, da UniEvangélica, da Faculdade de Tecnologia Senai de Desenvolvimento Gerencial, do Instituto Federal Goiano – IF Goiano, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás – IFG, da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás e da Agência Goiana de Assistência Técnica e Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária – Emater.
Os recursos da FAPEG serão usados para custeio e investimentos. Os pesquisadores poderão adquirir material bibliográfico, material de consumo, componentes e ou peças de reposição de equipamentos, software, instalação, recuperação e manutenção de equipamentos, serviços de terceiros de caráter eventual, despesas com importação, além de passagens e hospedagens. O apoio financeiro também poderá ser usado na aquisição de equipamentos laboratoriais para pesquisa.
A Chamada Pública é resultado de cooperação entre a Fapeg, a Secretaria de Segurança Pública e Justiça do Estado de Goiás e outras instituições do Governo, com a adesão de entidades da sociedade civil organizada, entre elas o Fórum Goiano de Enfrentamento e Prevenção ao uso do Crack e outras Drogas, que apresentou as demandas por pesquisas nessa área.
Medidas de combate às drogas
O governador destacou outras medidas que estão sendo tomadas para que, direta ou indiretamente, o Estado intensifique sua ação de enfrentamento às drogas. Lembrou da retomada das obras do Centro de Excelência do Esporte e da destinação de recursos para a reforma de 1.000 escolas estaduais como exemplos de ações que incentivam a prática esportiva e o estudo, tirando os jovens das ruas e do contato direto com as drogas.
Marconi falou também da associação do Estado com o Ministério Público para uma ampla ação de combate às drogas; da criação de um grupo executivo de enfrentamento às drogas, da inclusão, no PAI, de uma ação específica de enfrentamento às drogas dentre as 40 ações previstas; o cadastramento dos primeiros 25 acordos com comunidades terapêuticas para apoio e recuperação de dependentes e o início da construção do primeiro Centro de Excelência para Recuperação de Dependentes. “Queremos construir entre quatro a cinco Credeqs até o final do ano que vem. O primeiro deles, na cidade de Aparecida de Goiânia, já está em obras”, disse.
Por fim, disse que o Estado trabalha com inteligência nas Polícias no enfrentamento aos traficantes. “Estamos trabalhando em três direções: a primeira, na prevenção; a segunda, em parcerias com comunidades terapêuticas, com o Credeq e outros organismos, na recuperação e, a terceira, na repressão através das forças policiais. Nós já construímos oito Postos Policiais de Divisa e pretendemos chegar a 15,” observou.
Na solenidade, ocorrida na Faculdade de Farmácia da UFG, estiveram presentes a presidente da Fapeg, Maria Zaíra Turchi; o reitor da UFG, Edward Madureira; a coordenadora do Centro de Apoio da Educação, promotora de Justiça Simone Disconsi de Sá, o deputado federal João Campos, o deputado estadual Elias Júnior, o Procurador Geral do Estado, Alexandre Tocantins, o coordenador geral da OVG, Afrêni Gonçalves; a diretora executiva da Fundação Jayme Câmara, Raquel Teixeira, a presidente do Grupo Executivo de Enfrentamento às Drogas, Ivânia Fernandes, além de professores, pesquisadores e alunos.
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