Especialista prevê dificuldade para Temer nas reformas

A vitória de Michel Temer na votação que arquivou o pedido de investigação contra ele na Câmara não é indicativo de que o peemedebista terá facilidade para aprovar reformas como a da Previdência, e nem mesmo para arquivar a iminente nova denúncia a ser feita pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot; pelo menos é o que analisa o professor de ciência política da UFBA Joviniano Neto; "O resultado da votação é sem dúvida um sinal de força e um indicativo de que ele pode terminar o mandato, mas ao mesmo tempo um indicativo de que ele não terá condições de aprovar reforma constitucionais como a da Previdência"; Joviniano estima que custará ainda mais caro a Temer a fatura a ser cobrada por seus apoiadores; "Ele está mais preso aos grupos que colocaram ele no poder"

A vitória de Michel Temer na votação que arquivou o pedido de investigação contra ele na Câmara não é indicativo de que o peemedebista terá facilidade para aprovar reformas como a da Previdência, e nem mesmo para arquivar a iminente nova denúncia a ser feita pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot; pelo menos é o que analisa o professor de ciência política da UFBA Joviniano Neto; "O resultado da votação é sem dúvida um sinal de força e um indicativo de que ele pode terminar o mandato, mas ao mesmo tempo um indicativo de que ele não terá condições de aprovar reforma constitucionais como a da Previdência"; Joviniano estima que custará ainda mais caro a Temer a fatura a ser cobrada por seus apoiadores; "Ele está mais preso aos grupos que colocaram ele no poder"
A vitória de Michel Temer na votação que arquivou o pedido de investigação contra ele na Câmara não é indicativo de que o peemedebista terá facilidade para aprovar reformas como a da Previdência, e nem mesmo para arquivar a iminente nova denúncia a ser feita pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot; pelo menos é o que analisa o professor de ciência política da UFBA Joviniano Neto; "O resultado da votação é sem dúvida um sinal de força e um indicativo de que ele pode terminar o mandato, mas ao mesmo tempo um indicativo de que ele não terá condições de aprovar reforma constitucionais como a da Previdência"; Joviniano estima que custará ainda mais caro a Temer a fatura a ser cobrada por seus apoiadores; "Ele está mais preso aos grupos que colocaram ele no poder" (Foto: Romulo Faro)


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Romulo Faro/Bahia 247 - A vitória de Michel Temer na votação que arquivou o pedido de investigação contra ele na Câmara dos Deputados, na quarta-feira (2), não é indicativo de que o peemedebista terá facilidade para aprovar propostas polêmicas, como a reforma da Previdência, e nem mesmo para arquivar a iminente nova denúncia a ser feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot (desta vez por lavagem de dinheiro).

Pelo menos é o que analisa o professor de ciência política da Universidade Federal da Bahia Joviniano Neto. Ele prevê dificuldade para Temer no Congresso Nacional.

"O resultado da votação é sem dúvida um sinal de força e um indicativo de que ele pode terminar o mandato, mas ao mesmo tempo um indicativo de que ele não terá condições de aprovar reforma constitucionais como a da Previdência, que exige um quórum de pelo menos 308 deputados. Por que Temer venceu essa disputa e provavelmente poderá vencer a outra (denúncia)? Primeiro porque ele é um operador antigo, foi três vezes presidente da Câmara dos Deputados, e sabe conversar e articular com os deputados. Segundo: temos um Congresso de maioria conservadora, que está interessado em aprovar as reformas. E Temer foi colocado no poder como instrumento para abrir o caminho para essas reformas. Há também o 'partido dos justiceiros', que reúne Ministério Público, Polícia Federal e Poder Judiciário contra a classe política, no Executivo e no Legislativo. Isso pesa contra o presidente", afirmou Joviniano.

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Sobre a possível denúncia a ser apresentada pela Procuradoria Geral da República, o especialista avaliou que não deve haver diferença significativa no voto dos parlamentares quando ela for a plenário. Joviniano Neto pondera que os deputados podem salvar Temer de novo não pela pessoa do presidente, mas pela agenda conduzida por ele, e pela busca por estabilidade política por mais um ano, até as eleições presidenciais de 2018.

"Depende da gravidade da denúncia, mas não espero grandes mudanças. Boa parte dos deputados que fizeram discurso ao votar falou da importância da estabilidade política, de melhorar a economia no modelo que eles consideram correto, e para implantação da reforma. Poucos defenderam Temer pessoalmente, e muitos, inclusive, na defensiva, disseram que ele não vai ficar impune, que ele vai ser julgado posteriormente, ao fim do mandato. O eixo de fala foi a importância da estabilidade e de implantar as reformas. A votação quebrou a expectativa de alguns grupos de poder no Brasil, como da mídia, de um governo Temer sem Temer. Por que Temer resiste e tem apoio para continuar no poder? Porque nesse conflito entre o partido dos justiceiros e o partido da classe política conservadora, os partidos que apoiaram o impeachment e incentivaram o ataque ao PT... Na hora que o ataque atingiu PSDB e PMDB, eles se sentiram ameaçados".

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Peemedebista aumenta sua relação de dependência com seus apoiadores

O professor Joviniano Neto alertou ainda o "grau altíssimo de dependência" que Michel Temer passou a ter para e manter no poder.

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"Ele está mais preso aos grupos que colocaram ele no poder. O percentual maior da votação a favor de Temer veio da bancada ruralista na Câmara. Ele atendeu às expectativas desses deputados. O governo Temer atende a determinados interesses, e para mostrar que tem força, ele tenta mostrar isso ao mercado que vai, como eles dizem, colocar o Brasil nos trilhos. Eu não considero correto o rumo que eles estão dando à economia. É de esperar um agravamento da dependência dele com os grupos que lhe dão apoio. Há uma ligação grande com os setores que cobram as reformas que ele bem ou mal está fazendo, embora com grande rejeição da população, como é o caso da reforma da Previdência".

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