Erro em juros faz Minas gastar R$ 2 bilhões a mais
Uso de alíquota 0,26% maior nas dívidas do governo de Minas Gerais com a União causa prejuízo de cerca de um ano de investimentos; saldo devedor na gestão de Antonio Anastasia chega a R$ 63,8 bilhões; erro bilionário foi constatado pela economista Maria Eulália Alvarenga, coordenadora do Núcleo Mineiro da Auditoria Cidadã da Dívida
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Minas 247 - Um erro na alíquota de taxação dos juros aplicados na dívida do Governo de Minas Gerais com a União causou um prejuízo bilionário ao Estado. A cobrança incorreta foi de 0,26% desde a primeira parcela paga, em 2001, levando o governo a desembolsar R$ 2,146 bilhões a mais. A quantia equivale a cerca de um ano de investimentos, que foi de R$ 2,6 bilhões nos 11 primeiros meses de 2012.
A constatação, publicada em reportagem do jornal Estado de Minas nesta quarta-feira, foi feita pela economista Maria Eulália Alvarenga, coordenadora do Núcleo Mineiro da Auditoria Cidadã da Dívida. A organização é responsável pelas primeiras simulações sobre as planilhas encaminhadas pelo governo mineiro à Frente Parlamentar para a Renegociação da Dívida do Estado com a União da Assembleia Legislativa. O saldo devedor original da dívida era de R$ 14,88 bilhões, em 1998.
"No sugadouro da dívida de Minas com a União, porém, esse "equívoco" detectado de 0,26%, que representa muito quando se pensa em investimentos, seria insuficiente para pagar, por exemplo, os juros e a correção monetária do débito aplicados sobre o estoque, que não apenas levaram ao desembolso de R$ 3,4 bilhões em 2010, como incorporaram ao saldo devedor uma diferença de aproximadamente R$ 10 bilhões", explica a reportagem.
A dívida do Estado com a União, portanto, passou de R$ 58,23 bilhões em novembro de 2011 e agora está em R$ 63,8 bilhões, apesar de no ano passado terem sido pagos R$ 3,6 bilhões em juros e em correção monetária. O fato novo descoberto pela economista dá motivos para um novo pedido de revisão no processo de endividamento do Estado.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247