Enfim, um protesto sem confrontos
Ao contrrio do que vinha ocorrendo, a terceira manifestao realizada, no Centro do Recife, contra o aumento de 6,5% das passagens de nibus no registrou incidentes violentos; o Batalho de Choque no compareceu ao ato
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Raphael Coutinho_PE247 – Como tinha que ser desde o início. No terceiro protesto articulado por movimentos estudantis, no Centro do Recife, contra o aumento de 6,5% das passagens de ônibus da Região Metropolitana, o que se viu foi um clima de total tranquilidade. Cerca de 200 pessoas partiram do colégio Ginásio Pernambucano, na rua do Hospício – ponto de concentração da manifestação - em direção a avenida Conde da Boa Vista, entoando gritos de ordem, carregando faixas e mobilizando as pessoas que estavam circulando pelo local. O Batalhão de Choque da Polícia Militar não compareceu. A passeata desta quarta-feira (25) terminou cerca de três horas depois no Palácio do Campo das Princesas, e já contava com quase mil manifestantes.
Diferente do que foi verificado nas outras duas mobilizações, não houve confronto entre a polícia e os manifestantes. Uma equipe com 13 motocicletas do Batalhão de Trânsito (BPTran) e da Companhia Independente de Policiamento com Motos (CIPMotos) acompanhou o grupo de manifestantes em todo o seu trajeto. Durante o protesto, o trânsito no local ficou paralisado. No entanto, o movimento ganhou apoio das pessoas nas paradas de ônibus e dentro dos coletivos.
“Eu sou a favor. Realmente esse valor está um absurdo. Espero que o preço diminua”, disse Débora Barreto, 28, que estava indo para o trabalho em um dos ônibus. Da mesma opinião compartilha Aleandra Teixeira, 21, que estava largando do emprego. “Sei que atrapalha um pouco, mas vale a pena. Sou a favor do protesto, contanto que não usem a violência”, disse a mulher, que esperava o ônibus em uma parada.
No Derby, o movimento fechou a avenida Agamenon Magalhães por cerca de 20 minutos. Enquanto isso, o efetivo de policiais foi aumentando, mas sem nenhuma reação. Os PMs esperaram os próprios manifestantes se dissiparem. Em seguida, a caminhada retornou pela avenida Conde da Boa Vista, em direção ao Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo Estadual.
No percurso, o movimento foi “ganhando corpo” e tomou conta do Centro do Recife. Pessoas jogavam papéis picados do alto dos prédios, enquanto outros aplaudiam de dentro dos ônibus. O movimento também mudou um pouco o foco. Faixas e gritos faziam referências ao aumento das passagens e a maneira como a Polícia Militar se comportou nas últimas manifestações. “Queremos mostrar aqui a questão do aumento das passagens, mas também a repressão do Governo com os movimentos sociais. A foto de um policial dando uma ‘gravata’ na garota se tornou símbolo desta luta”, lembrou Janaína Oliveira, 22, estudante de Serviço Social na
Em frente ao Palácio, um grupo de 27 pessoas foi recebido pelo governador Eduardo Campos para uma reunião. Nenhuma das partes informou o teor da conversa. Também participam da reunião os secretários das Cidades, Danilo Cabral, Articulação Social e Regional, Sileno Guedes, e da Casa Civil, Tadeu Alencar.
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