Embraer busca parceiros em Minas Gerais
Uma das maiores fabricantes de aviões do mundo, a brasileira Embraer irá desenvolver aeronave militar e procura empresas mineiras dispostas a participar do processo de produção. Nacionalização da fabricação de peças para a aeronave faria parte da estratégia de defesa do país
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Minas 247 – O KC 390 será um avião de transporte militar e foi encomendado à Embraer pela Força Aérea Brasileira (FAB). A empresa brasileira se reuniu com empresários mineiros dispostos a participar do processo de produção do avião. 42 unidades do modelo já foram encomendados.
Confira a matéria do jornalista Marcos dos Anjos, no jornal Hoje em Dia
Empresas mineiras poderão integrar a cadeia de produção do avião de transporte militar KC-390, em desenvolvimento pela Embraer, por meio do fornecimento de peças usinadas e estampadas de aço e materiais compostos. O KC-390 foi encomendado em 2009 pela Força Aérea Brasileira (FAB) e tem a entrega prevista para 2015.
A intenção da Embraer é oferecer a nova aeronave no mercado internacional em substituição ao tradicional Hércules C-130, da norte-americana Lockheed, concebido há mais de 50 anos. Já foram confirmadas 42 intenções de compra do modelo, sendo 28 da FAB e o restante, de outros países.
Os detalhes do projeto e o programa de desenvolvimento de fornecedores da Embraer foram apresentados na última quinta-feira (14) a empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte. O KC-390 já tem seus principais fornecedores e parceiros estratégicos definidos na República Tcheca, Portugal e Argentina, mas a companhia quer adquirir no mercado nacional peças primárias, ferramental e proteção balística.
De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab), Walter Bartels, a nacionalização dos fornecedores integra a estratégia de defesa nacional do país. “Produzir peças para o KC-390 no Brasil não é só uma necessidade da Embraer, mas uma obrigação da companhia prevista na Constituição, já que o uso do avião também será relacionado à defesa da Nação”, diz. Bartels considera que a indústria brasileira tem capacidade de atender às demandas da Embraer também em outras áreas.
Calculado segundo critérios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o índice de nacionalização do KC-390 é estimado em 60%, podendo chegar a 80% se não forem considerados os motores, que equivalem a cerca de um terço do custo total do avião e são importados.
Parceira no projeto de desenvolvimento de fornecedores, a Fiemg fará o mapeamento das oportunidades de negócios por meio de um site que cadastrará as empresas interessadas. O vice-presidente da entidade e presidente do comitê setorial para a Indústria da Defesa e Compras Governamentais, Marco Antônio Castello Branco, comentou que o projeto vai ao encontro da política industrial mineira de adensar a cadeia produtiva em torno do setor aeronáutico.
Os fornecedores do KC-390 precisam atender a critérios estabelecidos pela Embraer e pela FAB.
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