Em nota, PSDB reforça defesa de Perillo
Após conceder entrevista coletiva, lideranças tucanas expedem nota assinada pelo presidente nacional Sérgio Guerra: "O PT agora usa a CPI do Cachoeira para tentar intimidar a oposição"
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247 - Após reunir suas lideranças para denunciar o que enxergam como direcionamento da CPI do Cachoeira contra o governador de Goiás, Marconi Perillo, o PSDB soltou nota à imprensa para reforçar a defesa do tucano. "Cabe ao PSDB destacar que essa não é a primeira vez que tentam imputar ao governador de Goiás atos ilícitos com base apenas em diálogos travados por terceiros", diz o texto, em referência ao relatório da Polícia Federal que expõe conversas entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-vereador Waldimir Garcez.
"Acuado com a aproximação do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que poderá ter efeitos danosos sobre as candidaturas do partido nas eleições deste ano, o PT agora usa a CPI do Cachoeira para tentar intimidar a oposição", reclamam os tucanos no texto, que segue abaixo em sua íntegra:
Nota à imprensa – direcionamento no comando da CPI do Cachoeira
Diante do direcionamento e parcialidade do PT no comando das investigações da CPI do Cachoeira – que elegeu como alvo principal da Comissão o governador de Goiás, Marconi Perillo – o PSDB presta aos cidadãos brasileiros os seguintes esclarecimentos:
1. O relatório produzido pela Polícia Federal – usado pelo PT para levantar suspeitas de que o governador de Goiás teria recebido dinheiro da construtora Delta em meio à operação de venda de sua casa – baseia-se em conversas entre o contraventor Carlos Cachoeira e o ex-vereador Waldimir Garcez, que em várias ocasiões tentaram demonstrar um poder junto ao governador que nunca tiveram. Basta ressaltar as inúmeras queixas de Cachoeira, em vários trechos destas mesmas gravações, por não conseguir influir nas decisões do governo de Goiás.
2. Os pagamentos liberados pelo governo de Goiás em favor da empreiteira Delta, entre os meses de março e maio de 2011, apenas cumpriram um cronograma mensal previsto pelo Fundo Estadual de Segurança Pública (Funesp). Esse cronograma, aliás, continua sendo executado sem atrasos, o que impede negociações de natureza duvidosa em torno do pagamento de empresas contratadas pelo estado.
3. Cabe ao PSDB destacar que essa não é a primeira vez que tentam imputar ao governador de Goiás atos ilícitos com base apenas em diálogos travados por terceiros. Um desses interlocutores, o ex-vereador Wladimir Garcez reconheceu publicamente à própria CPI que costumava citar o nome do governador Perillo para se autopromover, mesmo sem ter efetivo acesso a ele.
4. Acuado com a aproximação do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que poderá ter efeitos danosos sobre as candidaturas do partido nas eleições deste ano, o PT agora usa a CPI do Cachoeira para tentar intimidar a oposição. Mas eles não conseguirão desviar o foco do julgamento do maior escândalo de corrupção já registrado no país, ocorrido há sete anos.
5. Por isso, denunciamos o desvio das investigações da CPI, que até agora já ouviu 12 personagens ligados ao governador Perillo e apenas dez ligados ao alvo principal da Comissão que é o contraventor Carlos Cachoeira.
6. Primeiro a prestar esclarecimentos à CPI, já tendo disponibilizado seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além de ter solicitado à Procuradoria Geral da República que o investigue, o governador Perillo continua contando com a confiança do PSDB.
Brasília, 17 de julho de 2012.
Deputado Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
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