Em defesa de Lula, Gleisi e Manuela D'Ávila planejam "tribunal paralelo" em Porto Alegre
Senadora e deputada pretendem reunir juristas “do mundo todo” para um julgamento paralelo ao do TRF-4, que pode sacramentar a condenação de Lula em primeira instância; PT já anunciou vigília em Porto Alegre no dia 24 de janeiro e reafirmou que o ex-presidente, mesmo se for condenado, continuará sendo candidato à presidência
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A deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), pré-candidata à presidência em 2018, propôs em sua conta do Twitter que seja feito em Porto Alegre um “tribunal paralelo” para julgar Lula. A iniciativa, que foi apoiada pela presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), deve acontecer no dia 23 de janeiro, um dia antes do julgamento oficial do ex-presidente, pelo caso do “triplex do Guarujá”, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), na capital gaúcha.
“O nosso Rio Grande de Prestes, Getúlio, Jango e Brizola se mobiliza para dizer que outro mundo é possível. Proponho que dia 23 façamos um tribunal paralelo, com juristas do mundo todo. Estamos mobilizados esperando todas e todos que lutam por justiça”, escreveu Manuela, que foi respondida por Gleisi. “Conversei hoje com Manuela, vamos fazer juntas e com outras entidades o Tribunal Paralelo!”, tuitou a petista.
Senador @requiaopmdb
O nosso Rio Grande de Prestes, Getúlio, Jango e Brizola se mobiliza p/ dizer que outro mundo é possível.
Proponho que dia 23 façamos um tribunal paralelo, com juristas do mundo todo.
Estamos mobilizados esperando todas e todos que lutam por justiça.— Manuela (@manudeputada) 16 de dezembro de 2017continua após o anúncio
O PT vem reforçando, nos últimos dias, que mesmo se Lula vier a ser condenado pelo TRF-4, permanecerá como candidato à presidência em 2018 pelo partido. A legenda, inclusive, vem convocando a militância e toda a população para atos e vigílias no dia 24 de janeiro.
Algumas atividades já vêm acontecendo, como a aula pública que ocorreu em frente ao tribunal que julgará o ex-presidente na última terça-feira (19). A aula, intitulada “eleição sem Lula é golpe”, foi organizada pela Frente Brasil Popular.
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