Em 5 meses, Doria já gastou dois terços do orçamento de subsídios para ônibus

Subsídio dos ônibus mostra como a fama de gestor de João Doria (PSDB) não encontra respaldo nos números; em apenas cinco meses, o prefeito gastou R$ 1,2 bilhão dos R$ 1,7 bilhão destinado a gastos com integrações e gratuidades dos ônibus de São Paulo, o que representa 68% do orçamento do ano para esse setor; nesse ritmo, o orçamento acaba em agosto

Subsídio dos ônibus mostra como a fama de gestor de João Doria (PSDB) não encontra respaldo nos números; em apenas cinco meses, o prefeito gastou R$ 1,2 bilhão dos R$ 1,7 bilhão destinado a gastos com integrações e gratuidades dos ônibus de São Paulo, o que representa 68% do orçamento do ano para esse setor; nesse ritmo, o orçamento acaba em agosto
Subsídio dos ônibus mostra como a fama de gestor de João Doria (PSDB) não encontra respaldo nos números; em apenas cinco meses, o prefeito gastou R$ 1,2 bilhão dos R$ 1,7 bilhão destinado a gastos com integrações e gratuidades dos ônibus de São Paulo, o que representa 68% do orçamento do ano para esse setor; nesse ritmo, o orçamento acaba em agosto (Foto: Charles Nisz)


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SP 247 - Em ano de orçamento curto, a fama de gestor do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), começa a escoar pelo ralo. Em apenas cinco meses, o tucano gastou R$ 1,2 bilhão dos R$ 1,7 bilhão destinado a gastos com integrações e gratuidades dos ônibus de São Paulo.

Isso representa 68% do orçamento do ano para esse setor. Nesse ritmo, o orçamento dos ônibus acaba em agosto. Segundo o secretário de Finanças, Caio Megale, o subsídio está pressionado por mais gratuidades oferecidas desde 2015 e pelo combate às fraudes no sistema. 

Nos cinco primeiros meses de 2016, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) havia consumido 52% do subsídio. A prefeitura só atingiu gasto tão alto quanto agora (os mesmos 68%) em 2013, ano em que Haddad também desistiu de aumentar a tarifa. Apenas em maio de 2017, a prefeitura pagou R$ 320,5 milhões em subsídio. Este é o maior repasse da gestão Doria. Nos meses anteriores, o gasto foi de R$ 250 milhões. 

Congelar a tarifa tirou recursos extras para pagar a conta, que em 2017 deve passar de R$ 3 bilhões. Para cobrir o rombo, em 2016, Haddad remanejou verbas de corredores de ônibus. Doria tentará fazer o mesmo, usando verbas obtidas com alugueis e com o corte de recursos do programa Leve Leite. 

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No sábado, a prefeitura publicou mudanças no passe livre para os estudantes. O benefício, que hoje é de que oito embarques no período de 24 horas – o que permite a utilização do crédito para outros fins, passará, a partir de agosto, para quatro embarques no período de duas horas, duas vezes ao dia.

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