Elias Vaz quer informações sobre pontos de cultura na Capital

Vereador vai apresentar em plenário nesta quarta-feira requerimento convidando a secretária municipal de Cultura, Glacy Antunes, a prestar esclarecimentos sobre a situação dos Pontos de Cultura em Goiânia. A capital conta com 25 casas e pontos de cultura, distribuídos por várias regiões, que oferecem – ou deveriam oferecer - atividades sócio-culturais à população. São projetos que recebem recursos do governo federal e convênio prevê contrapartida da prefeitura, o que não estaria acontecendo  

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Goiás 247_ O vereador Elias Vaz vai apresentar em plenário nesta quarta-feira requerimento convidando a secretária municipal de Cultura, Glacy Antunes, a prestar esclarecimentos sobre a situação dos Pontos de Cultura em Goiânia.

A capital conta com 25 casas e pontos de cultura, distribuídos por várias regiões, que oferecem – ou deveriam oferecer - atividades sócio-culturais à população. São projetos do programa Cultura Viva, do governo federal, financiados pelo Ministério da Cultura. O convênio prevê o repasse de R$ 3,2 milhões por parte do governo federal e a contrapartida do município, no valor de R$ 1,8 milhão, em convênios com duração de três anos. As unidades deveriam receber anualmente R$ 60 mil, totalizando R$ 180 mil.

Segundo uma das integrantes do Ponto de Cultura Coró de Pau, a musicista Geovanna de Castro, apenas 12 entidades receberam algum dinheiro. O restante não conseguiu verba para implementar as atividades previstas no convênio com a prefeitura. “Nós apresentamos projeto com cronograma de atividades e planilha de custos para esse período de três anos. Iniciamos três oficinas, com um total de 40 alunos, e tivemos que interromper o trabalho porque não recebemos um centavo para realizar as oficinas”, conta.

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Ela diz ainda que os quatro profissionais contratados para desenvolver as oficinas foram dispensados seis meses depois. “É muito frustrante porque são jovens e adultos carentes, que não teriam condições de pagar pelos cursos. Ficam na rua, ociosos, enquanto poderiam estar aprendendo um ofício, como a fabricação de instrumentos musicais. Existe mercado para isso, existe gente interessada em fazer a oficina, mas ficamos de mãos atadas enquanto o dinheiro volta para o Ministério da Cultura”, desabafa Geovanna de Castro.

O vereador Elias Vaz afirma que a situação é preocupante e precisa ser resolvida. “Queremos saber quanto o município recebeu efetivamente do governo federal, quanto o município já desembolsou, que projetos receberam a verba e quanto receberam. São projetos importantes para a comunidade, principalmente por serem descentralizados e funcionarem em várias regiões, facilitando o acesso da população”.

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