Eleição do Recife vira prioridade para o PT
A guerra com o PSB coloca a sucessão recifense de vez no foco do comando petista. Cardeais da legenda já observariam a necessidade de colocar um freio no projeto nacional do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos; derrotar o socialista em sua “própria casa”, no mínimo, arranharia seu projeto presidencial
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Gilberto Prazeres _PE247 – O comando nacional petista está tratando a sucessão do Recife como a sua grande prioridade. Apesar de, num primeiro momento, a eleição do ex-ministro Fernando Haddad, em São Paulo, ter assumido um caráter de vital para a legenda, uma vez que se trata da principal cidade do país, é justamente na capital pernambucana que os maiores esforços passarão a ser observados nesse momento. E essa movimentação se deve à necessidade, identificada pelos cardeais vermelhos, de colocar um freio no projeto nacional do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos.
Os petistas entendem que, caso os socialistas levem a melhor em Belo Horizonte e Fortaleza, mas não conquistem a Prefeitura do Recife, o resultado final já seria suficiente para ser considerado como uma vitória, uma vez que o PT estaria derrotando o governador Eduardo Campos e toda a sua frente de partidos em sua “própria casa”. Uma mácula que poderia arranhar o projeto presidencial do PSB.
Não é à toa que o ex-ministro José Dirceu está, segundo informações de bastidores, instalando um escritório político no Recife. A liderança petista não quer apenas acompanhar a candidatura do senador Humberto Costa (PT), mas também guia-la e, sobretudo, abastece-la com informações e com a estrutura necessária para derrotar o candidato socialista, o ex-secretário estadual Geraldo Júlio.
Na semana passada, os petistas recifenses já conseguiram vetar a possibilidade de os socialistas utilizarem as imagens do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff em seus matérias de campanha e no programa eleitoral de Rádio e Televisão. Na noite de última terça-feira (3), boa parte dos membros da Executiva Nacional do PT já se posicionaram favoráveis ao rompimento oficial com o PSB, jogando o partido no campo oposicionista também ao Governo Dilma.
Com o PSB, de fato, como opositor, o PT espera desconstruir o discurso dos socialistas de que as divergências entre as duas legendas são pontuais e regionais e que ambas fazem parte de um projeto maior, nacional. Ponto que tem sido tocado com frequência pelos postulantes da sigla. Essa guerra ainda vai longe.
PSDB
A mudança de foco ainda se explicaria pelo fato de o PSDB paulistano não representar, no momento, o adversário petista em 2014. Os tucanos trabalham com a possibilidade de disputarem a Presidência da República com o senador mineiro Aécio Neves, que vez por outra é ligado ao nome do governador Eduardo Campos como provável colega de chapa presidencial.
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