Eleição de 2014 será decidida por quem fizer coligação mais ampla

Jornalista Diógenes Brayner avalia que o vice-governador Jackson Barreto (PMDB) "já pressentiu – e só um ingênuo não pressentiria – que só ganha as eleições em 2014 com uma coligação ampla, que, numa altura dessas, jamais será com PSC&Cia"; ele ressalta que "o PT sempre demonstrou que não se alia ao DEM, mas a recíproca é verdadeira, mesmo que a distância já não seja tão quilométrica. Ver-se o deputado federal Mendonça Prado (DEM) com um bom trânsito na situação e capaz de entender com naturalidade uma aliança que todos imaginam impossível agora"

Eleição de 2014 será decidida por quem fizer coligação mais ampla
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Sergipe 247 - "O governador em exercício Jackson Barreto, em entrevista ao radialista Edivanildo Santana, de Itabaiana, disse que não concordaria com a tese de Robson Viana sobre a exclusão do PT da chapa majoritária. Mas lembrou que DEM não se une ao PT e nem o PT se une ao DEM. Emendou, entretanto, que no PMDB não existe esse problema. Jackson está certo, porque já pressentiu – e só um ingênuo não pressentiria – que só ganha as eleições em 2014 com uma coligação ampla, que, numa altura dessas, jamais será com PSC&Cia". Quem faz esta avaliação é o jornalista Diógenes Brayner, em sua coluna no jornal Correio de Sergipe e no site FaxAju.

Ele ressalta que o "quadro para 2014 será apenas uma reprodução do que aconteceu em 2006 e em 2010: ganha quem fizer maior número de aliados". Neste sentido, jornalista dá a entender que aliança com o DEM seria positiva para Jackson Barreto. A questão é não tirar o PT da chapa majoritária.

Confira a coluna na íntegra:

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PODE SER FOGO AMIGO

Estão dando importância excessiva a uma declaração sugestiva (acho) do vereador Robson Viana (PMDB), de fazer uma chapa majoritária em 2014 sem a participação do PT. O pensamento foi um tiro na calmaria política que ainda se verifica entre o bloco aliado ao Governo. Mereceu imediata reação da cúpula do partido. O que é natural, porque se trata da legenda que tem o governador no comando político-administrativo do Estado.

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Vamos dar dois passos atrás: não é que o vereador Robson Viana não tenha posição política para expressar sua opinião, mas em se tratando de um período de conquistas, conversas bem definidas e até de forçar o fim de um casamento, todos têm que contar no mínimo até dez para expor uma opinião do tipo. É que não será fácil – e nem provável – uma aliança que alije do PT da chapa majoritária.

O quadro para 2014 será apenas uma reprodução do que aconteceu em 2006 e em 2010: ganha quem fizer maior número de aliados... E pronto!

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PT e DEM são legendas que não se unem jamais. Atualmente, com a conquista da Prefeitura de Aracaju pelo ex-governador João Alves Filho, não aconteceu qualquer tipo de aproximação partidária, mas de entendimento administrativo entre o governador e o prefeito, para que fossem solucionados problemas comuns do Estado e do município. Tudo de forma absolutamente republicana, mas mantendo naturalmente a distância ideológica e programática.

O PT sempre demonstrou que não se alia ao DEM, mas a recíproca é verdadeira, mesmo que a distância já não seja tão quilométrica. Ver-se o deputado federal Mendonça Prado (DEM) com um bom trânsito na situação e capaz de entender com naturalidade uma aliança que todos imaginam impossível agora.

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Um aliado do Governo, filiado ao PT há um bom tempo, não hesitou em citar o presidente regional do seu partido, Rogério Carvalho, como o nome que mais trabalha para evitar qualquer naco de relacionamento com o DEM. Acrescentou que, com o estado de saúde do governador Marcelo Déda, ele demonstra que pretende preencher esse vácuo e se tornar a liderança mais expressiva do PT em Sergipe.

Rogério recusa a insinuação e tem revelado que seu objetivo é disputar a reeleição. E, com a missão de presidir o PT em Sergipe, está reativando a militância petista na capital e interior, com o objetivo de retomar as características iniciais e se mobilizar em defesa de seus projetos e sonhos. Declara, inclusive, que seus candidatos majoritários para 2014 é Jackson Barreto (PMDB) a governador e Marcelo Déda ao Senado.

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O governador em exercício Jackson Barreto, em entrevista ao radialista Edivanildo Santana, de Itabaiana, disse que não concordaria com a tese de Robson Viana sobre a exclusão do PT da chapa majoritária. Mas lembrou que DEM não se une ao PT e nem o PT se une ao DEM. Emendou, entretanto, que no PMDB não existe esse problema. Jackson está certo, porque já pressentiu – e só um ingênuo não pressentiria – que só ganha as eleições em 2014 com uma coligação ampla, que, numa altura dessas, jamais será com PSC&Cia.

É fácil perceber que a declaração de Robson Viana provocou um burburinho na base aliada, que naturalmente se ouriçou em razão de uma sugestão que isola exatamente o partido que está à frente da aliança [o PT] e não deseja ficar à distância da disputa majoritária. Não dá nem para pensar numa loucura dessa.

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Mas há um ponto que precisa ser visto: o senador Eduardo Amorim (PSC) mantem um trabalho silencioso sobre uma provável candidatura a governador. Hoje muito mais que antes. Enquanto João Alves Filho nega de pés juntos qualquer interesse em deixar a Prefeitura para disputar o Governo. Não dá para esquecer que os dois grupos até então são aliados, embora se tenha a impressão de que um não tem responsabilidade eleitoral com o outro para o pleito de 2014.

O que mais se percebe agora é que a base aliada ao Governo precisa conversar mais e tentar a unidade entre eles. Há um inconformismo que as lideranças têm que controlar já.

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