Educadores fecham Avenida em Maceió. Greve também ocorre no interior
O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) fechou as três vias da Avenida Fernandes Lima, no sentido Farol-Centro, como forma de lutar contra as Reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo Governo Temer; adesão à Greve Geral também foi registrada em Arapiraca - segunda maior cidade de Alagoas; representantes de diversas entidades e integrantes da sociedade civil se reuniram para uma concentração e caminhada pelas ruas do Centro
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Alagoas 247 - O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) fechou, na manhã desta sexta-feira (28), as três vias da Avenida Fernandes Lima, no sentido Farol-Centro, como forma de lutar contra as Reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo Governo Temer. A ação faz parte da Greve Geral, movimento nacional marcado por paralisações de órgãos e instituições públicos e privados, bem como caminhadas e carreatas.
A Gazetaweb se deslocou até o Cepa, onde conversou com representantes do Sinteal. Segundo a vice-presidente da entidade, Célia Capistrano, o movimento está ativo e as pessoas estão participando e indo à luta. "Somos contra os desmandos desse governo golpista, que tenta abocanhar os direitos da classe trabalhadora, conquistados com o suor de muitos. Vamos passar o dia inteiro na luta para chamar a população de Alagoas".
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e o Gerenciamento de Crises da Polícia Militar foram acionados ao local, para o controle do fluxo de veículos e possíveis negociações com os manifestantes para liberação da via.
Também se unem à categoria da Educação, trabalhadores rurais ligados ao Movimento Via do Trabalho. O presidente da entidade, Marcos Antônio da Silva, informou que os protestantes ficam no local até as 13h, quando todos seguem para Praça do Centenário, onde vão organizar a caminhada até o Centro.
Arapiraca
Manifestantes do Agreste alagoano também aderiram à Greve Geral que acontece em todo o País. Na cidade de Arapiraca, representantes de diversas entidades e integrantes da sociedade civil se reuniram para uma concentração e caminhada pelas ruas do centro.
A concentração aconteceu na praça Luiz Pereira Lima e, de lá, a manifestação segue pelas ruas do comércio do município. Ao final, um boneco representando o presidente Michel Temer deve ser queimado para simbolizar o descontentamento com as reformas propostas pelo governo.
A caminhada, que não tem horário estipulado para o término, será finalizada na praça Marques da Silva, também na região central de Arapiraca.
"Na última terça, foi aprovado na Câmara dos Deputados mais outro ataque tremendo aos direitos dos trabalhadores. Rasgaram a CLT e a Constituição no momento em que o acordo entre patrão e empregado vale mais que o legislado. Pergunto: para que serve mais as leis trabalhistas? A exploração dos trabalhadores irá aumentar significativamente", afirma o professor Cícero Adriano.
Participam do ato o Movimento Sem Terra; o Instituto Federal de Alagoas (Ifal); a Universidade Federal (Ufal); os Correios; os Sindicatos dos Trabalhadores da Justiça, dos Professores da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e dos Trabalhadores da Saúde de Arapiraca, o Movimento Juventude e Revolução, o PC do B, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), o Sinteal, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a União da Juventude Socialista (UJS).
Com gazetaweb.com
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