Educação no estado de São Paulo: falta de professor e vandalismo

O retrocesso do estado mais rico do país nos indicadores da educação básica chamou a atenção de educadores e consultores da área; o desmonte da educação paulista é, como diria Darcy Ribeiro, não é uma crise, é um projeto; há dois anos, o ex-governador Geraldo Alckmin enfrentou a manifestação de estudantes que ocuparam mais de 200 escolas e que protestavam contra seu fechamento; alckmin negociou com os estudantes, prometeu que não iria extinguir núcleos de ensino e não cumpriu a promessa; não é difícil entender porque o estado retrocedeu nos dados do Ideb

Educação no estado de São Paulo: falta de professor e vandalismo
Educação no estado de São Paulo: falta de professor e vandalismo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)


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247 - O retrocesso do estado mais rico do país nos indicadores da educação básica chamou a atenção de educadores e consultores da área. O desmonte da educação paulista é, como diria Darcy Ribeiro, não é uma crise, é um projeto. Há dois anos, o ex-governador Geraldo Alckmin enfrentou a manifestação de estudantes que ocuparam mais de 200 escolas e que protestavam contra seu fechamento. Alckmin negociou com os estudantes, prometeu que não iria extinguir núcleos de ensino e não cumpriu a promessa. Não é difícil entender porque o estado retrocedeu nos dados do Ideb. 

Reportagem do jornal Folha de São Paulo destaca a pior escola do estado de São Paulo, que amarga falta de professores e queixas de vandalismo: "Localizada às margens da rodovia Anhanguera, área de periferia e ocupação irregular na zona norte de São Paulo, a teve a pior nota da rede pública estadual no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação) 2017, principal indicador de qualidade da educação básica do país."

A matéria prossegue: "a unidade, que possui cerca de 600 alunos, alcançou índice de 2,2 no Ideb no terceiro ano do ensino médio, valor abaixo da meta do Ministério da Educação (2,4). Um dos principais problemas, dizem alunos, é a falta de professores. Segundo eles, a escola está sem docente de biologia e tem aulas de física e química substituídas frequentemente por outras disciplinas. As trocas na direção também são constantes."

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Uma das alunas do colégio denuncia: “este ano, só tivemos quatro aulas de biologia”. E acrescenta: "metade dos alunos já desistiu de estudar aqui. Entra no início do ano, mas sai com o passar dos meses. A escola tem a fama de ruim”. Sobre o Enem, que se aproxima, ela diz: "eu não sei nada.”

O que foi compartilhado pela amiga de 15 anos, da mesma sala. “O professor de física e química se recusa a dar aula pra gente. Houve um problema com uma aluna e familiares. Desde então, ele não entra na sala”, afirma.

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