"Eduardo vai subir no momento certo"

O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) amenizou o crescimento modesto do governador de Pernambuco nas pesquisas para presidente; para o líder do partido na Câmara, o reconhecimento de Eduardo Campos virá no "momento certo"; "Não é um crescimento pequeno em se tratando de alguém que sequer é candidato. Ruim estão os outros mais conhecidos que não ultrapassam a faixa de 20%", disse

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PE247 – O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), líder da legenda na Câmara Federal, amenizou, nesta segunda-feira (1), o crescimento modesto do correligionário e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nas intenções de voto para a Presidência da República. Para o parlamentar, o reconhecimento do governador por parte do eleitorado virá no “momento certo”. Segundo a última pesquisa do Datafolha, enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) caiu 21 pontos percentuais, o gestor subiu apenas um ponto percentual, passando de 6% para 7%.

“Não é um crescimento pequeno em se tratando de alguém que sequer é candidato. Ruim estão os outros mais conhecidos que não ultrapassam a faixa de 20%”, declarou Albuquerque, de acordo com o Jornal do Commercio. Ao fazer menção aos pré-candidatos que ficam abaixo dos 20%, o parlamentar se referiu à ex-ministra de Meio Ambiente Marina Silva, que, de acordo com o levantamento, passou de 16% para 23%, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), de 14% para 17%.

Diante da queda dos índices de avaliação positiva da presidente Dilma, que já foi favorita para vencer ainda no primeiro turno, e do modesto crescimento de Eduardo Campos, o congressista afirmou que o governador será conhecido “no momento certo”. Com isso, mesmo sabendo das dificuldades de articulação política da presidente Dilma com os seus aliados e da queda, tanto no percentual de votos da petista como na aprovação do seu governo (caiu de 57% para 30%), os integrantes do PSB evitam se aprofundar no debate eleitoral. Pelo menos, publicamente.

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O posicionamento dos socialistas continua sendo o de focar na agenda administrativa e isso tem sido a estratégia adotada pelo PSB para não passar a ideia de que o partido está “surfando na onda” da antecipação do debate eleitoral. Dessa forma, o objetivo da legenda socialista é reforçar a preocupação dos pessebista com a eficiência administrativa, que será um dos principais pontos de marketing a ser trabalhado pelo partido nas eleições do próximo ano.

A reunião, realizada ontem (1) no Recife, na qual o PSB defendeu o fim das coligações proporcionais, mandato de cinco anos, sem direito à reeleição e se mostrou contrário ao financiamento público de campanha e ao voto distrital, contou com a presença dos governadores Renato Casagrande (ES), Ricardo Coutinho (PB) e Wilson Martins (PI). Além deles, também participaram os deputados federais Márcio França (SP), Luiza Erundina (SP), Júlio Delgado (MG), o senador Rodrigo Rollemberg (DF) e o ex-ministro Ciro Gomes.

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