Eduardo rebate críticas e manda recado ao PT
Embora ainda não tenha assumido oficialmente a sua candidatura à Presidência da República, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, mandou um recado claro aos integrantes do PT que se posicionam contra a sua postulação: “Ajudamos num projeto que está (governando) no Brasil. E não ajudamos na hora que ele ia se viabilizando, não. Ajudamos desde o início”
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Paulo Emílio _PE247 - Embora ainda não tenha assumido oficialmente a sua candidatura à Presidência da República, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, mandou um recado claro aos integrantes do PT que se posicionam contra a sua postulação. “Ajudamos num projeto que está (governando) no Brasil. E não ajudamos na hora que ele ia se viabilizando, não. Ajudamos desde o início”, disse em resposta a uma colocação da ministra da Cultura, Marta Suplicy, onde ela declarou que o apoio do ex-presidente Lula teria dado apoio fundamental à vida política de Campos. A ministra esteve de passagem pelo Recife durante o Carnaval.
A afirmação de Eduardo vem na esteira de declarações por parte de lideranças socialistas, como a do líder do partido na Câmara, Beto Albuquerque (RS), que já disse que “a candidatura do Eduardo já botou o bloco na rua". Outros integrantes da legenda também já colocaram que, assim como o PT fez no passado, cacifando-se para disputas maiores, o PSB também tem o direito de consolidar um projeto de poder. Este direito teria sido reconhecido até mesmo pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que observou não se surpreender uma vez que “o PSB já lançou candidatos muitas vezes” e que “Eduardo Campos é um legítimo representante de um pensamento, de uma corrente política", justificando os anseios da legenda socialista.
Os socialistas também ressaltam que desde o início da aliança histórica entre os partidos, o PSB foi um dos mais fiéis aliados do Partido do Trabalhadores e dos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, algo que também foi reafirmado por Campos, auxiliando tanto nas pautas do Congresso como no apoio ao próprio Governo. “Ajudamos, inclusive, renunciando a um direito que tínhamos de termos candidato no primeiro turno (em 2010), para tentar eleger já no primeiro turno a presidente Dilma, que era a tese que o (ex-) presidente Lula defendia”, disse.
Apesar de toda a máquina em torno da sua candidatura já estar em movimento, o governador não confirma a realização de um encontro que teria com Lula para discutir a sua candidatura. Sobre o assunto, que tem gerado uma série de especulações, Eduardo brincou ao dizer que iria “esperar o jornal de amanhã para ver o que Lula vai me dizer”. 'Eu estou com medo que a nossa conversa saia (na imprensa) antes de a gente ter. 'Minha posição é clara, já falei, vamos continuar ajudando a presidente neste ano que será o mais desafiador da sua gestão', complementou segundo o jornal O Estado de São Paulo.
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