Eduardo lamenta briga judicial pelos royalties
A possibilidade da disputa pela receita proveniente dos royalties relativos á exploração do petróleo acabar descambando para uma guerra judicial entre os estados produtores, não produtores e a União,levou o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos (PSB), a lamentar a judicialização da discussão no momento delicado pelo qual a economia passa atualmente
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Paulo Emílio_PE247 - A possibilidade da disputa pela receita proveniente dos royalties relativos á exploração do petróleo acabar descambando para uma guerra judicial entre os estados produtores, não produtores e a União, tem provocado uma série de reações pró e contra a derrubada do veto parcial da presidente Dilma Rousseff (PT) em relação a partilha destes recursos. Apesar de favorável a uma revisão na sistemática, o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos (PSB), diz lamentar a judicialização da discussão em um momento delicado da economia onde investimentos se fazem necessários para manter o crescimento econômico e melhorar os repasses financeiros por parte da União.
Segundo interlocutores próximos a Eduardo, as discussões em torno da divisão encontravam-se em estágio avançado de negociações que acabaram sendo deixadas de lado com a pressa do Congresso em votar a alteração da legislação.
“Eduardo, assim como o governador de Sergipe, Marcelo Déda, se empenharam nos debates de maneira a evitar uma radicalização e uma divisão que fosse benéfica para todo mundo. Até o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, que é um dos estados produtores, estava favorável. Mas a questão foi colocada logo após as eleições municipais, quando os ânimos estavam exaltados. Deu no que deu”, avaliou a fonte ao PE 247.
Embora a derrubada do veto represente uma derrota para o Governo e uma vitória para os estados não produtores, o que também eleva o cacife político de Eduardo, uma vez que ele foi o primeiro a se manifestar contra o veto, o governador observa que a judicialização da questão é algo que vai de encontro ao desenvolvimento do país. “A posição do governador é que com o caso indo parar no STF vai haver, no mínimo, um atraso significativo em investimentos que se fazem necessários à economia e, também, para melhorar a situação de 24 estados da Federação e seus municípios”, disse o interlocutor.
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