Edivan responde a Jackson; até outubro de 2014, embate não terá trégua

No embate do "novo X velho", presidente do PTB denominou o vice-governador de "ultrapassado"; Jackson devolveu: "melhor ultrapassado do que trapaceiro"; Edivan treplicou: disse que o líder do PMDB já sofreu diversas eleições e o chamou de "manhoso"; até o resultado das urnas, dificilmente, haverá trégua neste embate, que pouco proveitoso é ao povo

Edivan responde a Jackson; até outubro de 2014, embate não terá trégua
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Valter Lima, do Sergipe – A troca de farpas e de acusações entre os grupos políticos de Sergipe parece longe do fim. A eleição de 2014 é o foco de todos eles, então, não dá para esperar qualquer “cessar-fogo” anterior a outubro do próximo ano. Depois da quase trégua em torno do Proinveste, sancionado no início desta semana, potencializaram-se os atritos. Agora com a participação do vice-governador Jackson Barreto (PMDB), que tentará a sucessão de Marcelo Déda (PT). Ele juntou-se ao senador Valadares (PSB) e ao deputado federal Mendonça Prado (DEM), já em rotineira ação de oposição ao senador Eduardo Amorim (PSC) e ao grupo que ele lidera com seu irmão, o presidente estadual do PTB, Edivan Amorim.

E o cerne do mais recente desentendimento se deu, justamente, por causa de um dos discursos opostos que deve ser utilizados na campanha. É o famigerado “novo versus velho”, com Eduardo tentando emplacar em si a pecha de que é novidade e tratando Jackson como aquele que é ultrapassado. E foi esta o adjetivo que Edivan utilizou na quinta-feira (16) para denominar o vice-governador, que não gostou e não deixou o presidente do PTB sem resposta.

Disse-lhe que “melhor era ser ultrapassado do que trapaceiro. Acusou-o também de “possuir uma sentença que o condena a sete anos de cadeia, no caso do Banestado, do Paraná”. Edivan não gostou do que leu e voltou ao holofote mais intenso: “até cair eletrocutado no processo de privatização da Energipe por Albano Franco, a quem tratava com adjetivos toscos, ele era um cara bem gozado. Muita gente ria e achava graça das chacotas que ele fazia dos adversários. Eu, particularmente, sempre achei muita fechação. Mas com o tempo, Jackson Barreto acabou sofrendo seguidas derrotas. Quis ser senador, não foi eleito. Buscou levantar o PMDB, e tudo que conseguiu foi meia dúzia de prefeituras. Tentou em 2010 eleger um aliado próximo deputado estadual, mas o cabra amargou uma segunda suplência. Agora quer porque quer antecipar a posse da chave do cofre estadual e só ouve não como resposta. Essas coisas exasperam a qualquer um”.

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E bateu mais forte: “ele sabe muito bem que há cinco anos fui absolvido por unanimidade pelo Superior Tribunal de Justiça no processo do Banestado. Aliás, o banco foi obrigado a me pagar uma indenização por danos morais, não apenas pelo desgaste sofrido no processo, mas também pelo fato de a denúncia vazia ter prejudicado um negócio que empregava centenas de trabalhadores. Ao contrário de Jackson Barreto, eu sou ficha limpa. Enquanto ele responde a uma carrada de processos judiciais, a maioria deles por atos de desonestidade e esperteza com o dinheiro público, eu não tenho nenhum”. E, para finalizar, ainda chamou Jackson de “manhoso”.

Com certeza, Edivan terá resposta. E mais um capítulo será escrito neste que promete ser o mais longo embate político recente da política sergipana. E que poderá render, inclusive, alianças surpreendentes. A antecipação do debate eleitoral, já posto há muito tempo e que se faz tão presente através das propagandas partidárias na TV e dos discursos prontos do rádio sergipano mostram que a eleição de 2014 não sairá da pauta. Pena que o debate se dê quase que prioritariamente pela crítica, pela acusação, pelo embate puramente politiqueiro. Os sergipanos, pretensos candidatos, merecem mais!

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