EAS ganha mais prazo para atender a Transpetro
Estaleiro Atlântico Sul terá mais 30 dias para cumprir todas as exigências feitas pela estatal; Caso não consiga, a empresa perderá a encomenda para a construção de 16 navios petroleiros
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Leonardo Lucena_PE247 – A Transpetro, braço logístico da Petrobrás, prorrogou por mais 30 dias o prazo para que o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) cumpra todas as exigências feitas pela estatal, no final de junho, de maneira a garantir a compra dos navios encomendados a empresa pernambucana. O primeiro prazo dado pela estatal para que a siatuação fosse regularizada extinguiu-se ontem. Apesar disto, a Transpetro optou por prorrogar o contrato, evitando o cancelamento da encomenda de 16 navios petroleiros.
Até o momento, o EAS cumpriu apenas a meta de conseguir um novo parceiro tecnológico em substituição a empresa sul-coreana Samsung Heavy Industries (SHI), que desfez a sua sociedade no negócio. O novo parceiro tecnológico, a empresa japonesa Ishikawajima-Harima Heavy Industries, controlada pelo grupo Mitsui, está atuando desde julho junto ao estaleiro. Apesar disto, o EAS, que tinha o direito de usar a tecnologia da SHI até o sexto navio, exerceu o seu poder de compra contratual e adquiriu da antiga parceira a tecnologia necessária para a construção de outros três petroleiros. Com isso, espera-se que o negócio fique assegurado, além de ganhar tempo para acertar os detalhes necessários à assinatura do contrato societário com o parceiro japonês. Estes foram os principais pontos utilizados pelo EAS na defesa para a manutenção das encomendas junto a Transpetro.
Desde que entrou em atividade, o EAS passou por diversos problemas de natureza técnica e operaciona lcomo a falta de mão de obra qualificada, por exemplo, como dificuldades junto a fornecedores de insumos necessários à construção. Estas complicações acabaram gerando uma série de intercorrências que resultaram no atraso de quase dois anos para a entrega do primeiro navio, batizado de João Cândido, encomendado pela Transpetro. As dificuldades culminaram com a saída da SHI, que detinha uma participação acionária de 6%, do negócio.
Foi quando a Transpetro, exigiu que o EAS repusesse o parceiro tecnológico, além de determinar que fosse elaborado um cronograma confiável para a entrega das embarcações e que fossem realizados os projetos de engenharia referentes ao projeto. A Transpetro encomendou ao EAS a construção de 22 navios, num valor de R$ 7 bilhões, como parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Companhia (Promef).
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