É lei. Mas estudante volta às aulas sem passe livre

Paulo Garcia já sancionou o texto que concede passe livre aos estudantes da Capital, mas regulamentação pode durar até 30 dias e falta ainda cadastramentos dos usuários e definição do custeio do programa. Prefeito garante que município banca o passe livre com recursos próprios, mas a extensão do benefício às cidades da Região Metrolitana já causa polêmica. Prefeituras alegam não ter condições financeiras para custear passagem e o prefeito de Senador Canedo critica Paulo Garcia, além de pedir mais transparência nas decisões que envolvem o transporte coletivo

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Goiás 247_ Os estudantes de Goiânia retornam às aulas na quinta-feira (1º) sem o esperado benefício do passe livre no transporte coletivo. É o que mostra reportagem do jornal O Hoje, do repórter Linyker Passos. Em Goiânia, já é lei: o prefeito Paulo Garcia (PT) sancionou na semana passada a lei que cria o Passe Livre Estudantil irrestrito na Capital.

O objetivo da prefeitura era fazer o benefício valer antes do início das aulas, o que não irá ocorrer. "O texto que foi sancionado na última quinta-feira (25) ainda terá de ser regulamentado, e o prazo para que isso aconteça é de 30 dias contados a partir da publicação no Diário Oficial do Município. Até então, está previsto que uma comissão seja criada para regulamentar o cadastramento, utilização e custeio do programa, ainda indefinidos", diz a matéria do jornal.

Paulo Garcia decidiu criar o Passe Livre estudantil irrestrito em Goiânia depois que o governador Marconi Perillo (PSDB) anunciou que o Estado bancaria a passagem, mas num primeiro momento apenas para estudantes de renda familiar inferior a três salários mínimos e ou pertencentes à famílias atendidas por programas sociais.

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O passe livre da prefeitura vai atender cerca de 98 mil estudantes da rede pública e particular, sem limite de viagens. Paulo Garcia garante que o benefício será bancado com recursos da prefeitura de Goiânia. 

A implantação do passe livre na Capital pode sofrer atraso devido à polêmica que envolve a extensão do benefício para as prefeituras da Região Metropolitana. No primeiro acordo ficou acertado que o governo do Estado bancaria 50% e a prefeitura de Goiânia 30%. 

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No entanto, os prefeitos de Senador Canedo e Aparecida de Goiânia já afirmaram que suas administrações não conseguem disponibilizar recursos para garantir o benefício. Do outro lado, ainda há as empresas do transporte coletivo, que alegam estarem sofrendo prejuízo e ameaçam paralisar o serviço ou aumentar o valor da passagem.

O debate tem gerado inclusive tensão entre os prefeitos. Misael Oliveira, de Senador Canedo, já disse que é preciso abrir a "caixa-preta" do transporte coletivo e pressiona Paulo Garcia, que segundo ele quis aparecer e foi populista ao anunciar o passe livre estudantil no auge das manifestações na Capital.

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