“É ético cassar um senador sobre prova ilegal?”
Em seu discurso de defesa, o advogado de Demóstenes Torres, Kakay, questiona o processo que pede a cassação de seu cliente: "É ético cassar um senador da república eleito com mais de dois milhões de votos?"
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247 – Durante o discurso de defesa ao senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, questionou o processo que pede a cassação de seu cliente: "É ético cassar um senador da república eleito com mais de dois milhões de votos?". Em sua fala, Kakay condenou o "pré-julgamento" dos parlamentares e disse que o "voto é da consciência de vossas excelências". O Senado vota hoje, secretamente, a cassação do senador goiano devido a suas relações com o contraventor Carlos Cachoeira.
Kakay chamou o processo de cassação do senador Demóstenes Torres de "midiático". Ele apelou para que não ocorra um "pré-julgamento' e centrou seu pronunciamento no argumento de que as escutas que registraram ligações entre o senador e o contraventor Demóstenes Torres foram feitas pela Polícia Federal de maneira "ilegal". "Vou ganhar no Supremo", manifestou, deixando claro que manterá o processo pela derrubada da Operação Monte Carlo. "Ficou claro que o senador não fazia parte da organização criminosa", defendeu Kakay. "É aqui que se permite um olhar não apenas ao que está dito nas interpretações da Polícia Federal, mas um olhor posto nos dois milhões de eleitores que trouxeram o senador Demóstenes Torres até aqui", sustentou. "É óbvio que a decisão será totalmente política".
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