E agora? Apoiar ou não Eduardo Campos e o PSB?
Parte da bancada do PT em Pernambuco pretende ficar exatamente onde está: na base de apoio do governador Eduardo Campos (PSB), descartando engrossar as fileiras da oposição estadual; Com a briga esquentando, o presidente estadual da legenda, Pedro Eugênio, tenta coloca panos quentes e reestabelecer o consenso; Socialistas adiantam que o PT só deixa o Governo Estadual se quiser
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PE 247 - Depois de perder para o aliado PSB e amargar o terceiro lugar na disputa pela Prefeitura do Recife, o PT busca, agora, definir qual caminho seguir. Parte da bancada pretende ficar exatamente onde está: na base de apoio do governador Eduardo Campos (PSB), descartando engrossar as fileiras da oposição. A situação anda tão tensa no seio do Partido dos Trabalhadores que uma reunião prevista para acontecer ontem (15) acabou não se concretizando simplesmente por “não haver clima” para discutir o assunto. O deputado André Campos é a principal mostra do dilema petista. Ele garante que, caso o PT passe para a oposição ao governo socialista, iniciará um movimento de dissidência no interior da legenda.
A mágoa petista com o PSB vem desde o período pré-eleitoral, quando os socialistas decidiram disputar o Executivo de várias capitais até então comandadas pelo PT. No Recife, a disputa foi a mais ferrenha, resultando até na imposição da Executiva Nacional para colocar o nome do senador Humberto Costa no lugar da reeleição do atual gestor, João da Costa. Some-se a isto uma campanha marcada por adjetivações como “traição” por parte do antigo aliado e uma derrota acachapante na capital pernambucana que a temperatura beira a ebulição.
Outros deputados, como Teresa leitão, também defendem que o partido faça uma autocrítica e permaneça na base governista de forma a evitar “uma tomada de posição que rache ainda mais o partido”, segundo declaração dada ao Jornal do Commercio. Apesar disto, ela observa que a legenda deverá assumir uma postura de independência na administração municipal, evitando radicalismos.
Um socialista de alto escalão, porém, já adiantou que não existe por parte do PSB ou mesmo do governador Eduardo Campos nenhuma movimentação no sentido de pressionar o PT a tomar uma posição ou mesmo de entregar os cargos que a legenda possui no Governo do Estado. “Isso não existe. Quem quiser ficar ficará. Cada um tem que rever suas posições e ver o que pode somar, se acredita no projeto de transformação do PSB, e aí decidir o que é melhor”, diz a fonte que prefere não ser identificada.
Enquanto isto, o PT continua se digladiando internamente. Além da perda da capital pernambucana após 12 anos sob sua tutela, as críticas a condução do processo eleitoral no Estado pipocam por todos os lados. Para muitos, a Executiva Estadual priorizou a disputa eleitoral recifense e em cidades como Ipojuca, onde o presidente estadual, Pedro Eugênio, concorreu à prefeitura e acabou derrotado. Enquanto tenta acalmar o partido, Eugênio vem conversando individualmente com as principais lideranças da Região Metropolitana e do interior para reestabelecer a união interna.
Acalmar os ânimos e estabelecer um consenso é, agora, questão de ordem para o partido. Com o Processo de Eleição Direta (PED) cada vez mais próximo, as queixas internas podem levar a uma autofagia partidária que deixará o PT pernambucano ainda mais vulnerável. E isto é tudo que a legenda procura evitar.
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