E a quantas anda o PSB? Mais feliz impossível
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) venceram a disputa pelo comando tanto do Senado como da Câmara dos Deputados, mas o maior vencedor da eleição para o comando das duas casas legislativas foi o PSB em função da cisão interna do PMDB e do número de votos obtidos pleo socialista Júlio Delgado; capitalizado, o PSB agora já se considera um partido grande e espera um novo tratamento por parte do Governo
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Paulo Emílio_PE247 - O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) venceram a disputa pelo comando tanto do Senado como da Câmara dos Deputados, mas o maior vencedor da eleição para o comando das duas casas legislativas foi o PSB. A avaliação é que se o PMDB conquistou a Presidência do Senado de forma tranquila, o mesmo não aconteceu na Câmara. A divisão dentro da própria legenda e o volume de votos obtidos pelo socialista Júlio Delgado elevaram o prestígio e a força política do PSB e, consequentemente, o capital político do governador de Pernambuco e presidente da sigla socialista, Eduardo Campos.
“Agora, mais que nunca, o PSB passará a ser procurado pelo Governo. Tanto para resolver questões relativas ao Congresso ou mesmo por razões políticas. O PSB capitalizou a disputa no Congresso melhor que o PMDB, que assumiu os cargos disputados enfrentando uma série de acusações. Este ônus político quem tem são eles e não o PSB”, analisa um socialista de alto coturno que prefere não se identificar.
De acordo com ele, a expectativa agora gira em torno dos próximos 90 dias. “É o tempo das coisas se acalmarem. Depois da overdose de PMDB no Congresso, o Governo, a presidente Dilma (Rousseff-PT), vai buscar uma maior aproximação conosco, pois agora não dá mais para negar que deixamos de ser um partido coadjuvante”, disse o interlocutor. Neste processo, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, passa a ter um papel de destaque ainda maior no cenário nacional.
Os socialistas observam que com a alta popularidade da presidente Dilma junto à população, ela não estaria disposta a ter “no colo” a responsabilidade de ter no comando do Congresso dois parlamentares do principal partido de sustentação do Governo que respondem a uma série de acusações. “Eduardo já tem um canal direto com a presidente e isto vai permitir uma aproximação ainda maior. O bom disto tudo é que na briga do Congresso quem se juntou ao PMDB foi o PT, bem mais que a própria Dilma. Ela acompanhou o partido, mas este ônus é principalmente do PT”, afirmou o socialista ao PE247.
Com a força demonstrada por Eduardo e seu partido na disputa pela Câmara, além de esperar um novo tratamento por parte do Governo, os socialistas ganharam mais fôlego para discutir as eleições presidenciais de 2014. “O próprio Lula já tem colocado a possibilidade da vice na chapa da reeleição de Dilma ser oferecida ao PSB. O que temos a fazer agora é esperar os próximos 90 dias para ver como tudo se comporta. Temos nossos próprios projetos enquanto partido e vamos seguir analisando cada cenário que se apresente, mas é inegável que nesta disputa quem mais ganhou fomos nós”, observa a fonte.
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