Dr. Santana informa sobre greve geral contra reforma da Previdência
Uma greve geral em todo o País contra a reforma da Previdência está marcada para o próximo dia 5 de dezembro, anunciou o deputado estadual Dr. Santana (PT). Para o parlamentar, se aprovada, a reforma será o fim de aposentadorias para milhões de servidores, já que "o governo Temer está forçando prefeitos e governadores a adotar medidas semelhantes". Dr. Santana alertou ainda para o fato de que o Planalto quer acabar com o regime próprio da Previdência para fortalecer o comércio paralelo da previdência privada e que as ações são um ataque sem precedentes aos direitos do povo brasileiro
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Ceará 247 - O deputado Dr. Santana (PT) anunciou, em pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (28), a realização de uma greve geral em todo o País, no próximo dia 5 de dezembro, contra a reforma da Previdência.
De acordo com o parlamentar, o Governo Federal está promovendo um ataque à Previdência Social. “Se emplacasse uma reforma da forma inicialmente idealizada, seria destruído o direito de aposentadoria para milhões de trabalhadores”, alertou.
Porém, na avaliação do petista, o Governo seria “fatalmente derrotado”, se a reforma não fosse modificada. “Agora, Michel Temer quer fazer uma mudança de forma fatiada. Primeiro ataca servidores públicos, gastando quase R$100 milhões com propaganda, para isso”.
De acordo com Dr. Santana, a reforma será o fim de aposentadorias para milhões de servidores, já que “o governo Temer está forçando prefeitos e governadores a adotar medidas semelhantes”.
O deputado assinalou que hoje a aposentadoria é 70% do salário do servidor da ativa. “Mas o objetivo é fazer com que nunca sejam aposentados.” Conforme explicou, o servidor receberia tão menos com o teto que será rebaixado. “Na realidade, o Governo quer acabar o regime próprio da Previdência, para fortalecer o comércio paralelo da previdência privada. É um ataque sem precedente ao serviço público”, afirmou.
Dr. Santana lembrou ainda que o Governo congelou gastos com saúde e educação por 20 anos. “Tem gente que quer responsabilizar Governo do Estado e prefeitura por conta da precariedade dos serviços. Mas a crise surgiu em Brasília, com ataque aos direitos sociais, cortando investimentos”, acrescentou. O petista afirmou ainda que o Governo Federal quer retirar a estabilidade, para demitir servidores. “A lógica é acabar com o serviço público. Todas as ações vem nesse sentido, permitindo a contratação irrestrita de terceirizados”, assinalou.
Para o deputado, as ações são um ataque sem precedentes, mas as pessoas ainda não se deram conta. “Há até um projeto de lei do PSDB que está propondo a troca de trabalho pelo alimento. Tem ainda os APPs, onde você troca o patrão por um aplicativo, sem ter direito a nada. É um retrocesso sem precedentes dos direitos trabalhistas.”
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