Doria põe filho de executivo do lixo para fiscalizar a varrição
O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pôs a raposa para tomar conta do galinheiro na questão da limpeza da cidade; ele nomeou Alexis Beghini para a Coordenadoria de Projetos e Obras da Prefeitura Regional da Sé, cargo mais alto responsável pela fiscalização na área; Beghini é filho de José Alexis de Carvalho, diretor de uma empresa contratada pela prefeitura para fazer a coleta de lixo na cidade e que é conselheiro do sindicato patronal do setor, além de acumular passagens de destaque por outras prestadoras do serviço; contrato de varrição com a prefeitura, assinado por R$ 1,12 bilhão em 2011, tinha validade de 36 meses, mas foi prorrogado até dezembro de 2017
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SP 247 - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pôs a raposa para tomar conta do galinheiro na questão da limpeza da cidade. Sua gestão nomeou Alexis Beghini para a Coordenadoria de Projetos e Obras da Prefeitura Regional da Sé, cargo mais alto responsável pela fiscalização na área.
A função dele é coordenar os agentes para detectar, entre outras coisas, problemas em contratos de varrição nos distritos de Bom Retiro, Santa Cecília, Consolação, Bela Vista, República, Liberdade, Cambuci e Sé.
Ocorre que Beghini é filho de José Alexis de Carvalho, diretor de uma empresa contratada pela prefeitura para fazer a coleta de lixo na cidade e que é conselheiro do sindicato patronal do setor, além de acumular passagens de destaque por outras prestadoras do serviço.
Na Sé, a varrição está a cargo do consórcio Inova, composto pelas empresas Paulitec, Vital e Revita. O contrato de varrição com a prefeitura, assinado por R$ 1,12 bilhão em 2011, tinha validade de 36 meses, mas foi prorrogado até dezembro de 2017.
A Vital é do grupo Queiroz Galvão, integrante do consórcio Ecourbis (detentor de contrato de coleta de lixo). No Ecourbis, a Queiroz Galvão é sócia da Marquise, na qual José Alexis é diretor.
Beghini e a gestão Doria negam conflito de interesses. "Os presidentes dessas empresas [de limpeza urbana] me viram nascer, não posso negar, em reuniões me chamam pelo meu apelido, Lequinho. Mas eles sabem que não vai ter conversa", diz Beghini.
As informações são da Folha de S. Paulo.
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