Doria apunhala Alckmin, defende prévias e diz que candidato é quem estiver melhor
O prefeito de São Paulo, João Doria, deu sinais mais claros de que pode apunhalar seu padrinho político, Geraldo Alckmin, na corrida pela candidatura tucana ao Planalto em 2018; em evento em Nova York, que também contou com a presença do governador, Doria mudou seu discurso habitual; ao invés de defender a candidatura de Alckmin, o prefeito se disse favorável à realização de prévias entre os tucanos e falou que o candidato da legenda será aquele com melhor melhores condições; "O PSDB não vai fugir dessa missão. Será candidato do PSDB aquele que tiver melhor posição perante a opinião pública. Aquele que representa o interesse popular", afirmou
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SP 247 - João Doria, prefeito de São Paulo, mudou o tom quando questionado sobre as eleições presidenciais de 2018. Em evento em Nova York, ao invés de defender o nome de seu padrinho político, Geraldo Alckmin, como geralmente vinha fazendo, o prefeito disse que o candidato de seu partido à Presidência será "aquele que a população desejar".
As informações são de reportagem de Catia Seabra e Marcos Augusto Gonçalves na Folha de S.Paulo.
"'O PSDB não vai fugir dessa missão. Será candidato do PSDB aquele que tiver melhor posição perante a opinião pública. Aquele que representa o interesse popular. Para ser competitivo, para vencer as eleições, vencer o PT, vencer o Lula', afirmou.
Habitualmente, Doria vinha sempre defendendo a candidatura de Geraldo Alckmin, seu padrinho político, fragilizado após delatores da Odebrecht o acusarem de receber caixa 2.
Doria, que tem tido o nome cada vez mais citado como possível candidato ao Planalto, é o tucano mais bem posicionado, ainda que dentro da margem de erro, em pesquisa Datafolha divulgada em abril. Ele chega a 9% das intenções, contra 6% do governador.
Doria e Alckmin estão em Nova York para eventos com investidores e empresários.
Num café da manhã promovido pela Fundação Getulio Vargas, Doria evitou protocolarmente afirmar que é candidato ao Planalto. Mas as reações da plateia e de alguns palestrantes, como o ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni, não deixaram dúvidas quanto às simpatias pelo nome do prefeito.
Aplaudido de pé, ele apresentou-se como um gestor com experiência empresarial e procurou desvincular-se da "velha política". Disse que pretende levar para a administração pública princípios de gestão da iniciativa privada.
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A competição velada de Doria e Alckmin para conquistar apoios -numa espécie de "prévias antecipadas" -também foi sentida na fala do governador. Em Nova York para apresentar a investidores um programa de privatizações, concessões e parcerias no Estado, ele disse que está "preparado" e tem "vontade, agenda, programa, aliança e conhecimento" para ser candidato à Presidência em 2018."
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