Donos de imóveis em BH, deputados recebem auxílio

Verba para moradia, atualizada em R$ 2.250, é distribuída aos parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais há mais de 20 anos. Dos 77 deputados estaduais, 24 possuem residência - alguns seis ou cinco apartamentos - na capital mineira, de acordo com levantamento do jornal O Globo. Corregedoria descarta corte de verba

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Minas 247 – Apesar de terem imóveis em seu nome em Belo Horizonte, 24 deputados estaduais recebem da Assembleia Legislativa de Minas Gerais um auxílio-moradia mensal atualizado hoje em R$ 2.250. O levantamento foi feito pelo O Globo com base na declaração de bens dos parlamentares ao Tribunal Regional Eleitoral na última eleição. De acordo com o jornal carioca, o benefício é pago aos 77 deputados da Casa há mais de 20 anos.

O deputado dono do maior número de imóveis na capital mineira é o terceiro secretário da Mesa Diretora, Alencar da Silveira Júnior (PDT). De acordo com sua declaração, o parlamentar tem nada menos que "sete apartamentos, metade de 20 apartamentos em construção, seis lotes e duas unidades em apart-hotel", diz o Globo. Além disso, tem em seu nome "um avião Sêneca, residências em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, e outros bens e aplicações financeiras que, juntos, ele diz valer R$ 4,8 milhões", continua a reportagem.

Outros exemplos citados são o primeiro secretário da Mesa, o deputado Dilzon Melo (PTB), que declarou seis apartamentos, o tucano Bonifácio Mourão, dono de cinco, além do líder do PSDB na Casa, Lafayette de Andrada, e do pastor Carlos Henrique (PRB), que possuem dois apartamentos cada. Completam a lista o deputado Sargento Rodrigues (PDT), o pastor Antônio Genaro (PSC), o petista Paulo Lamac, o presidente da Casa, Dinis Pinheiro (PSDB), e Sebastião Costa, do PPS.

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O Ministério Público chegou a tomar providências sobre o caso, instaurando inquérito civil público no ano passado e requisitando documentos sobre o benefício à Mesa Diretora. Os papeis enviados, no entanto, foram considerados insuficientes pelo órgão. O procurador-geral da Assembleia, Maurício da Cunha Peixoto, descartou que possa haver mudanças quanto ao benefício, como aconteceu na Casa paulista, que cortou o auxílio. Segundo ele, "por enquanto não haverá repercussão jurídica em Minas".

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