Dono da Traffic diz que começou a pagar propina a dirigentes de futebol há 26 anos

O brasileiro José Hawilla, dono da empresa de marketing esportivo Traffic, disse em depoimento nesta segunda-feira, nos EUA, que começou a pagar propina para dirigentes de futebol da América do Sul em 1991; entre os beneficiados estaria o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira

Sede da CBF, na Barra da Tijuca, sem o nome do ex-presidente José Maria Marin, preso em investigação internacional que apura casos de corrupção e fraudes na Fifa (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Sede da CBF, na Barra da Tijuca, sem o nome do ex-presidente José Maria Marin, preso em investigação internacional que apura casos de corrupção e fraudes na Fifa (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)


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Da Sputnik Brasil

O brasileiro José Hawilla, dono da empresa de marketing esportivo Traffic, disse em depoimento nesta segunda-feira, nos EUA, que começou a pagar propina para dirigentes de futebol da América do Sul em 1991. Entre os beneficiados estaria o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira.

Hawilla, que também é acionista da TV TEM, afiliada da Rede Globo, explicou às autoridades americanas, responsáveis pelos processos de corrupção na Fifa, que tudo teve início há 26 anos, quando foi procurado pelo então presidente da Confederação Sul-Americana Nicolas Leoz, do Paraguai. Segundo o Jornal Nacional, o empresário afirmou que após pagar propina para assinar um contrato de direitos comerciais da Copa América na época, o esquema se tornou regra, atingindo nomes como os de Ricardo Teixeira e de Julio Grondona, ex-presidente da Associação de Futebol da Argentina.

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As declarações de Hawilla foram dadas em Nova York na condição de testemunha de acusação no processo contra José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e outros dois ex-dirigentes de futebol sul-americanos: Juan Angel Napout e Manuel Burga. O empresário, que se declarou culpado pelos crimes de corrupção e obstrução de justiça, vem cooperando com as autoridades dos EUA desde 2014. No momento, ele está proibido de deixar o território norte-americano, onde aguarda sentença.

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