Dólar no limite

Medidas anunciadas pelo governo devem reduzir a cotação da moeda americana

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Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As medidas do governo para conter a alta do dólar vão surtir efeito, de acordo avaliação do economista Felipe Salto, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e analista da Tendências Consultoria.

Para Salto, deve haver "algum efeito", mas no curto prazo há muita oscilação na cotação. A tendência é que o dólar alcance patamar mais baixo ao longo do ano. A expectativa da Tendências é que o dólar chegue ao final deste ano em R$ 2,10. Na quarta-feira, o dólar fechou o dia cotado a R$ 2,1541 para venda, com alta de 0,82%. Foi a maior cotação desde 30 de abril de 2009, quando o câmbio atingiu R$ 2,182.

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Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou mais uma medida para conter a alta da moeda. O governo zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na compra e venda de dólar no mercado futuro. O objetivo da medida foi diminuir as barreiras à venda de dólares no mercado futuro.

Com mais oferta de dólares no mercado, a tendência é que a cotação caia. A alíquota do IOF para essas operações estava em 1% desde setembro de 2011 e incidia tanto sobre o aumento da posição vendida como da redução da posição comprada.

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Esta foi a segunda medida cambial em menos de dez dias para tentar conter a alta do dólar. No último dia 4, Mantega anunciou a isenção de IOF cobrado sobre as aplicações de estrangeiros em renda fixa no Brasil. Na ocasião, o governo também zerou o IOF cobrado sobre o depósito de margem de derivativos, quantia que os investidores depositam ao iniciarem operações no mercado futuro.

Além dessas medidas, o Banco Central executou operações de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, para suavizar a alta do dólar.

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Para Salto, além de ajudar na cotação do dólar, as medidas do governo vão evitar que o "contágio" da alta da moeda americana sobre a inflação no Brasil. Se o dólar está mais alto, os preços de produtos importados mais elevados são repassados aos consumidores no mercado interno.

Cheque especial salgado
Taxa média dos bancos, que já era alta, subiu entre maio e junho

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Marli Moreira, repórter da Agência Brasil - Quem fez uso do cheque especial, no começo deste mês, pagou mais caro por esse tipo de crédito automático. Entre maio e junho, a taxa média cobrada pelos bancos subiu de 7,92% para 7,93% ao mês. Dos sete bancos pesquisados pelo Procon de São Paulo, dois elevaram os juros: Santander (de 9,87% para 9,95% ao mês) e Bradesco (de 8,76% para 8,78%).

O Procon recomenda que o consumidor fique atento às diversas modalidades de crédito do mercado. A pesquisa mostra que contratar empréstimos pessoais sai mais em conta do que usar o cheque especial. No Santander, por exemplo, o correntista paga 9,95% sobre o cheque especial e apenas 5,91% no empréstimo pessoal. Já no caso do Bradesco, a correção sobre o empréstimo pessoal foi fixada em 6,19%.

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As menores taxas apuradas por esse levantamento, feito no último dia 3, foram as da Caixa Econômica Federal com juros de 3,51% no caso do empréstimo pessoal e de 4,27% no cheque especial. No Banco do Brasil, o empréstimo pessoal atingiu 4,27% e o cheque especial 5,7%. No Itaú, a variação ficou em 6,02% e 8,75% e no Safra, 4,9% e 8,25%, respectivamente.

Na última reunião, ocorrida em maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando de 7,5% para 8% ao ano. Essa foi a segunda alta consecutiva. Os integrantes do Copom voltam a se reunir nos dias 9 e 10 de julho.

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