Dois prédios desabam na zona sul de São Paulo

De acordo com a Defesa Civil, as construções foram feitas em cima de um córrego canalizado, cujo volume aumentou com a chuva, ocasionando o abalo da estrutura dos imóveis; além dos dois prédios comerciais, outros quatro foram interditados na região do Campo Limpo

Dois prédios desabam na zona sul de São Paulo
Dois prédios desabam na zona sul de São Paulo (Foto: Diogo Moreira/Frame)


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Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Dois prédios comerciais desabaram e quatro estão interditados desde a noite desta quarta-feira 9 no bairro Jardim Macedônia, região do Campo Limpo, zona sul da capital paulista. De acordo com a Defesa Civil, as construções foram feitas em cima de um córrego canalizado, cujo volume aumentou com a chuva, ocasionando o abalo da estrutura dos imóveis. Técnicos e engenheiros da prefeitura estão no local para fazer uma nova vistoria, que vai definir a destinação dos prédios. Não houve feridos.

O coordenador da Defesa Civil da subprefeitura do Campo Limpo, David Monteiro, explica que imóveis foram interditados na tarde de ontem, após vistoria do órgão, e o desabamento ocorreu por volta das 21h. "Fomos comunicados pelos proprietários. Após a vistoria, as pessoas foram todas retiradas. A demolição vai ser definida pelos engenheiros da prefeitura", informou. Ele explicou ainda que técnicos da companhia de energia estão no local para fazer a remoção adequada do poste, em frente aos prédios, que foi derrubado pelos escombros do desabamento.

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No local, funcionavam um comércio de frutas e verduras e uma loja de roupas. Valdir Pinheiro, 47anos, era o proprietário do estabelecimento, que funcionava há 20 anos no local. "Nunca fomos interditados, mas eu sabia que era irregular, porque passava um córrego aqui. Todo mundo compra e vende só com o dinheiro mesmo, não tem papel", relatou. Valdir percebeu tremores no prédio na manhã de ontem e resolveu abrir um buraco para verificar o que havia debaixo da estrutura. "Entramos em um buraco de 3 a 4 metros e vimos um cano fluvial quebrado com muita água", explicou.

Ao lado das construções que desabaram, quatro imóveis foram interditados. Segundo Monteiro, nesses prédios funcionam bares e autopeças no térreo, mas há pessoas morando na parte superior. "Foram cadastradas 15 pessoas. Elas foram atendidas pela assistência social, mas foram abrigadas por vizinhos", informou o coordenador da Defesa Civil. Ele destacou que para os moradores deve ser oferecido auxílio-aluguel.

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As ruas Agostinho de Paiva e Póvoa do Varzim, ondem ficam os imóveis, estão bloqueadas desde ontem. Técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fazem o desvio dos ônibus que faziam esse trajeto.

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