Djalma Araújo: “Retirar assinaturas é covardia”

Vereadores Tayrone Di Martino, Mizair Lemes, Fábio Lima e Edson Automóveis já haviam assinado requerimento de comissão de inquérito para investigar a má qualidade do transporte coletivo e os preços das tarifas, mas voltaram atrás; segundo o autor da proposta, Djalma Araújo, houve manobra e interferência de Célia Valadão (líder do prefeito) e Clécio Alves (presidente da Câmara), ambos do PMDB

Djalma Araújo: “Retirar assinaturas é covardia”
Djalma Araújo: “Retirar assinaturas é covardia”


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Goiás247_ Pressionados, quarto vereadores retiraram suas assinaturas do documento que pedia a abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o cálculo para reajuste da tarifa do transporte coletivo e a má qualidade do serviço oferecido pelas empresas na Capital. O pedido para abertura da CEI, proposta do vereador Djalma Araújo (PT), foi protocolado na Mesa Diretora da Câmara na manhã desta quarta-feira (19), com 13 assinaturas, antes das desistências.

Tayrone Di Martino (PT), Mizair Lemes (PMDB), Fábio Lima e Edson Automóveis já haviam assinado, mas voltaram atrás. Segundo Djalma Araújo, houve manobra e interferência de Célia Valadão e Clécio Alves, ambos do PMDB, para a que os vereadores retrocedessem de suas decisões. “Lamentável a atitude dos vereadores que retiraram o nome da CEI do Transporte Coletivo. Trata-se de irresponsabilidade,” afirma, e diz mais ainda: “retirar a assinatura da CEI do Transporte Coletivo é covardia. Falta de compromisso com o povo, que precisa de respostas, a sociedade está nas ruas e pode vir a esta Casa”, pontua.

Segundo Djalma, é urgente uma investigação mais rigorosa e transparente dos problemas relacionados ao transporte coletivo. Ele afirma que é preciso investigar a contratação das empresas, o processo de licitação, os impostos cobrados, o aumento injusto da tarifa, os investimentos inexistentes, a má qualidade dos ônibus, falta de coberturas e má instalação dos pontos, a falta de linha em vários bairros, entre outros problemas.

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O Procon-GO já afirmou que a responsável principal pelo reajuste abusivo na passagem é a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo, a CMTC.

Djalma menciona que o aumento da tarifa incluiu impostos inexistentes. CPMF, já extinta, e ISS, que não é cobrado do transporte, se mantêm em cálculos para reajuste de valores.

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“O cidadão, usuário do transporte coletivo, que paga sua passagem à vista e até mesmo adiantada, deve ser respeitado e ter transporte digno”, diz o petista. O vereador petista ainda acrescenta que defender os empresários do transporte coletivo não deve ser atitude de vereador. “O legislativo precisa dar uma resposta à população e participar efetivamente das decisões a favor do povo. Há muita coisa que precisa ser esclarecida. O povo sofre com um sistema explorador!”. Vereador Pedro Azulinho chegou a acusar, fortemente, Célia Valadão de obrigar vereadores a retirar assinaturas da CEI do Transporte Coletivo.

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