Discurso de candidata: "Na Bahia nada decola"

Ministra do STJ Eliana Calmon nega que haja pré-definição de sua candidatura ao Governo da Bahia, mas, com discurso digno de palanque, afirma que nada dá certo na sua terra natal e deixa claro que tudo pode acontecer após sua aposentadoria; "Eu sou magistrada de carreira, tenho um compromisso com a magistratura e só estarei liberada para fazer qualquer outra coisa na minha vida a partir de setembro de 2014"; Eliana reitera as palavras do seu sucessor na corregedoria do CNJ, Francisco Falcão, de que o Tribunal de Justiça da Bahia é um caos

Discurso de candidata: "Na Bahia nada decola"
Discurso de candidata: "Na Bahia nada decola" (Foto: Valter Campanato-Agencia Brasil)


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Embora tente afastar as "especulações" de que disputará o Governo da Bahia em 2014, a ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon adota discurso digno de postulante ao cargo ao dizer que "nada na Bahia decola". Ela também não descarta a candidatura e deixa claro que tudo pode acontecer após se aposentar.

"Eu sou magistrada de carreira, tenho um compromisso com a magistratura e só estarei liberada para fazer qualquer outra coisa na minha vida a partir de setembro de 2014. Antes desse período eu não posso dizer que eu serei nada".

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Eliana é cotada para disputar a sucessão de Jaques Wagner (PT) pelo PSB do presidenciável Eduardo Campos.

Conhecida pela língua afiada e vista por muitos como arauto da moralidade, a ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se 'consagrou' defensora da ética e dos bons costumes após discurso 'corajoso' no ano passado de que há "bandidos de toga" no Judiciário Brasileiro.

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Em entrevista à rádio Tudo FM, Eliana assinou embaixo de todas as declarações do seu sucessor na corregedoria do CNJ, o ministro Francisco Falcão, sobre as mazelas do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

"Há um conformismo com um tribunal que não funciona e ninguém sabe como botar para funcionar", avaliou. Eliana se mostra bastante descontente com a "falta de vontade" do judiciário da Bahia que, segundo ela, há 20 anos "entrou em colapso".

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Segundo ela, da sua gestão à frente do CNJ para a do atual corregedor nada mudou no tribunal. "Falta funcionários, material, sede adequada, os magistrados não tem apoio do seu Tribunal... tudo isso por falta de recurso, falta de gestão".

Mais além, a ministra disse que o TJ-BA não cumpre nenhuma das orientações dadas pelo CNJ. "Eles simplesmente disseram: 'não vamos fazer nada do que ela manda e não fizeram'. As sanções impostas, quando não se cumprem as determinações do Conselho, são apenas administrativas".

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