Diretor da Stillus teria sido fantasma na Assembleia
José Maria Fialho, vice-presidente do Cruzeiro e sócio-diretor da Stillus Alimentação, do ex-presidente do clube Alvimar Perrela, estava relacionado entre os empregados do deputado do PDT, Gustavo Perrella, filho do senador Zezé Perrela. Funcionários da Assembleia não se lembram de Fialho na Casa
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Minas 247 – Mais uma denúncia envolve o nome de José Maria Fialho, vice-presidente do Cruzeiro e diretor da Stillus Alimentação, empresa de Alvimar Perrella. A nova denúncia acusa Fialho de ter sido funcionário fantasma no gabinete do deputado Gustavo Perrela (PDT), filho do senador mineiro Zezé Perrella (PDT). Seu nome aparece como auxiliar de gabinete I na cota dos comissionados de auxílio de representação político partidária. José Maria esteve no quadro de funcionários da Assembleia Legislativa de Minas por um ano, no entanto, funcionários da Casa, que pediram anonimato, afirmaram nunca terem visto ele por lá. O salário para o cargo é de R$ 5 mil e a carga de trabalho de oito horas por dia.
José Maria Fialho e seu sócio Alvimar Perrella são investigados pela Polícia Federal na operação Laranja com Pequi, que apura desvios de mais de R$ 55 milhões em verbas destinadas à merenda escolar, alimentação de presos e restaurantes populares
Confira a matéria da jornalista Amália Goulart, do jornal Hoje em Dia
O vice-presidente do Cruzeiro Esporte Clube e diretor da Stillus Alimentação, José Maria Fialho, também recebeu salário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Durante o período em que foi investigado pelo Ministério Público Estadual e Polícia Federal, Fialho era funcionário do gabinete do deputado estadual Gustavo Perrella (PDT). Recebia mensalmente cerca de R$ 5 mil.
Em tese, teria que manter uma jornada de oito horas diárias, pelo cargo de assistente técnico de gabinete. Funcionários da Assembleia, que preferiram não serem identificados, disseram que não se lembram da presença de Fialho no Legislativo.
O vice-presidente do Cruzeiro ficou por um ano nos quadros da Casa. Foi nomeado em fevereiro de 2011 ocupando cargo de auxiliar de gabinete I na cota dos comissionados de auxílio de representação político partidária. No dia 1º de fevereiro, o deputado Gustavo Perrella o nomeou assistente de gabinete. Ficou por lá até 04 de fevereiro de 2012, quando foi exonerado.
É justamente no período em que foi funcionário da Assembleia que Fialho foi investigado. Gravações telefônicas, realizadas com autorização judicial, mostram o vice-presidente do Cruzeiro negociando vários contratos, tidos pelo Ministério Público como fraudulentos, com a administração pública.
Apenas com o governo estadual, o rombo chegaria a R$ 50 milhões. Ao mesmo tempo, ele acumulava o cargo de vice-presidente do Cruzeiro.
No clube, a assessoria de imprensa informou que não se pronunciaria sobre as funções de Fialho na Assembleia. No gabinete do deputado Gustavo Perrella, a atendente, de nome Érica, disse que repassaria ao parlamentar a solicitação de entrevista. Mas ele não retornou. Fialho foi procurado, por telefone celular, porém, mas não atendeu.
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