"Dinheiro do povo para pagar campanha é absurdo"
Afirmativa é do líder da minoria no Congresso, deputado Antônio Imbassahy (PSDB); tucano avisa que está empenhado na rejeição da proposta de financiamento público de campanhas; "Está claro que o PT insiste nessa questão como forma de escapar do discurso do mensalão. O financiamento público não vai eliminar as distorções criminosas do chamado caixa dois e dos mensalões. Isso facilitaria os interesses e a falta de escrúpulos daqueles pouco sérios que, eventualmente, estejam no controle da máquina"
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Bahia 247
Líder da oposição no Congresso, o deputado Antônio Imbassahy, do PSDB, avisa que já está trabalhando rejeição do projeto que prevê financiamento das campanhas eleitorais exclusivamente com dinheiro público.
O tucano justifica que é contrário à medida por entender que os tributos recolhidos da população devem ser revestidos em serviços básicos, que atendam às suas necessidades e não para financiar campanhas.
"Temos um sistema tributário dos mais pesados, que pouco é revertido em benefício do povo e ainda utilizar esse dinheiro para financiar campanha é absurdo". Imbassahy ressalta que os recursos provenientes dos fundos partidários, já à disposição das legendas (R$ 286 milhões este ano), são suficientes para os fins a que se destinam.
O líder da minoria discorda do posicionamento do governador Jaques Wagner (PT), que afirmou ontem que o financiamento público de campanha vai evitar que partidos políticos busquem recursos para suas campanhas com o empresariado.
"Está claro que o PT insiste nessa questão como forma de escapar do discurso do mensalão. O financiamento público não vai eliminar as distorções criminosas do chamado caixa dois e dos mensalões. Isso até facilitaria os interesses e a falta de escrúpulos daqueles pouco sérios que, eventualmente, estejam no controle da máquina e com as chaves dos cofres públicos na mão. Afinal, quem é honesto, é honesto em qualquer sistema político. E o inverso também é verdadeiro".
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