Dilson teme que Lula e Eduardo tomem as rédeas
Membro da executiva estadual do PT, Dilson Peixoto diz que o partido precisa chegar a um acordo antes que o ex-presidente e governador resolvam comandar a eleio do Recife e que a oposio ganhe os recifenses com o discurso de renovao
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Beatriz Braga_PE247 - O futuro da Frente Popular nas eleições deste ano tem tirado o sono de muitos petistas, que andam preocupados com o desgaste do partido em meio à inflamada divergência sobre quem concorrerá à Prefeitura do Recife. “Dividir essa Frente, agora, não é bom. Para evitar, temos que ter um candidato que possa aglutinar o grupo”, alertou o presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), Dilson Peixoto (PT),em entrevista à Rádio Folha nesta segunda (30).
De acordo com Dilson, que também é membro da executiva estadual do PT, é preciso ações rápidas da base aliada para evitar duas implicações: que o ex-presidente Lula e o governador Eduardo Campos “tomem as rédeas” das eleições municipais e que o eleitorado prefira o discurso de renovação dos partidos da oposição. “O PT municipal tem que ter a capacidade de resolver seus problemas”, provocou Peixoto.
O petista disse, ainda, que se não houver resoluções entre as forças, a alternativa será a realização de prévias, o que poderia representar um “desgaste” do PT e de suas alianças partidárias. Alianças essas que já mostram temeridades, como o caso do PTB que já está “capitaneando outras vias”.
O nome João da Costa (PT), que já foi destacado outras vezes por Peixoto como insuficiente para o papel de aglutinar forças, agora é reforçado como um “problema”. “Não sei para aonde vai esse debate. Sei que temos um problema, mostrado, inclusive, nas pesquisas. O prefeito João da Costa (PT) tem problemas eleitorais. Não estou aqui inventando a roda. Além disso, ele tem um problema político”, afirmou Peixoto, fazendo referências às ultimas pesquisas eleitorais, como a realizada pelo Instituto Maurício de Nassau (IMN), que indicou 75% de desaprovação ao atual prefeito.
O entrevistado explicou, ainda, que nenhum dos nomes cogitados, seja o dos joões ou Humberto Costa, tem apoio suficiente (dois terços do grupo) para se oficializar. “Ninguém tem mais a hegemonia, como acontecia no passado” afirmou.
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