'Dilma é ingrata e cospe no prato que comeu', diz FHC

No seminário "Minas Pensa o Brasil", ex-presidente rebateu discurso de Dilma Rousseff no evento de 10 anos de PT no governo, em que afirmou não ter herdado "nada" da gestão tucana; ao lado do senador Aécio Neves, no primeiro encontro para elaborar propostas  para a eleição de 2014, FHC disse que os tucanos devem se voltar para o atendimento ao cidadão, em contraponto ao PT, que, segundo ele, só olha para o PIB

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247 – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou o seminário "Minas Pensa o Brasil" para reagir aos ataques petistas disparados no evento que comemorou os 10 anos de PT no governo. Questionado sobre o discurso de Dilma, que afirmou não ter herdado "nada" da gestão tucana, Fernando Henrique rebateu ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG): "O que é que a gente pode fazer quando a pessoa é ingrata? Nada. Cospe no prato que comeu. Meu Deus".

Para o ex-presidente, o PT não tem projetos para o País. "Porque pegaram o nosso. Foi uma usurpação de projeto e, por ser usurpado, é mal feito", criticou. Na semana passada, o provável candidato tucano nas eleições presidenciais de 2014, Aécio Neves (MG) subiu à tribuna do Senado para ler uma lista do que considerou "os 13 erros do PT", em referência ao número eleitoral do partido ao qual faz oposição. O embate foi um claro início da pré-campanha eleitoral.

Durante seminário para discutir os rumos do partido, em Belo Horizonte, na noite de ontem, FHC e Aécio falaram de uma nova agenda, que vai além da questão meramente quantitativa e que defende que o PSDB seja o partido do "amor" e do "carinho", propondo uma atenção maior ao cidadão.

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Leia, abaixo, o relato do próprio PSDB de Minas Gerais, que promoveu o encontro:

Belo Horizonte – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o PSDB é o principal responsável pelas mudanças que ampliaram a qualidade de vida dos brasileiros nos últimos anos. “E eles [petistas] não perceberam isso por conta da viseira grande que usam”, disse FHC, durante palestra realizada no evento “Minas Pensa o Brasil”, na noite desta segunda-feira (25).

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FHC, que é presidente de honra do PSDB, afirmou também que o partido precisa estar mais próximo da população. “É preciso que o PSDB seja o partido do carinho, o partido do amor, é preciso ouvir o povo”, disse. A postura tucana, de acordo com o ex-presidente, serve de contrapartida à gestão petista, mais preocupada com o Produto Interno Bruto (PIB) do que com o atendimento aos cidadãos.

Para FHC, as questões morais e éticas devem estar no centro do debate político nos próximos anos. “O PSDB tem que mostrar o que [os petistas] fizeram com o país”, destacou.

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O ex-presidente criticou a falta de projetos estratégicos por parte do partido de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. “Eles [o PT] tinham duas grandes metas, uma ligada ao socialismo e e outra ligada à ética. Do socialismo, nunca mais ninguém falou. Já a ética… meu Deus. Não sou eu quem vai falar a respeito do que está acontecendo no Brasil”, afirmou FHC.

Próximas metas
Fernando Henrique Cardoso avaliou que o choque de gestão – programa de administração pública implantado pelo então governador mineiro Aécio Neves e prosseguido pelo seu sucessor, Antonio Anastasia – trouxe benefícios concretos aos cidadãos do estado e precisa ser expandido ao resto do país. “Não é o crescimento que interessa, mas a qualidade de vida, que depende de choque de gestão”, ressaltou. “Nós vamos percorrer o Brasil e espalhar a semente boa, a semente da vitória”, declarou.

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou o trabalho de FHC: “Se o Brasil hoje é um país que avança, que melhora sua qualidade de vida, que permite a ascensão de uma nova classe média, é porque houve a bendita herança do Fernando Henrique. A da estabilidade, da modernização e das privatizações necessárias e fundamentais ao país de hoje.”

O ex-presidente destacou que uma das principais metas do próximo presidente da República é abrir uma nova vertente da economia, que proporcionaria “empregos melhores” aos brasileiros. FHC definiu também o incremento da educação, apontada por ele como necessária para que o Brasil corresponda ao contexto global.

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