Dilma e Aécio, frente a frente no Mineirão
É o primeiro encontro dos dois presidenciáveis desde que o senador mineiro assumiu mais fortemente uma postura de candidato da oposição, com críticas fortes ao governo federal. Última vez que a presidente esteve em BH foi em comício de Patrus, em outubro, quando respondeu indiretamente a críticas de Aécio
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Minas 247 - Belo Horizonte receberá hoje dois dos principais presidenciáveis de 2014. Frente a frente, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador mineiro (PSDB) Aécio Neves vão se encontrar para a cerimônia de reinauguração do Mineirão. Mais do que um mero encontro formal, há um tom simbólico, pela reunião de alguém que vai lutar pela reeleição (Dilma) e o representante principal da oposição a esse projeto (Aécio).
Há outra questão. É a primeira vez que os dois se encontram desde que o ex-governador de Minas Gerais deixou o armário e assumiu-se, praticamente, como candidato da oposição. Desde então, Aécio teve seu nome lançado como candidato dos tucanos por ninguém menos que o líder do partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; passou a desferir críticas à política econômica do governo Dilma (em artigo, afirmou ser 2012 o pior ano do século para o Brasil, em termos econômicos); e não poupou o partido da presidente, o PT, que segundo ele deveria estar de “luto” depois das últimas denúncias de corrupção.
Dilma, por sua vez, volta a Belo Horizonte desde outubro, quando, no início do mês, participou de comício do então candidato petista à prefeitura, Patrus Ananias. Na época, ela surpreendeu e levantou a platéia presente, com críticas indiretas a Aécio. Ela respondia a críticas feitas pelo senador, que a chamou de “estrangeira” em BH. Disse ainda que “pessoas de fora” não decidiriam a eleição na capital. Dilma respondeu no comício: “Não saí de Belo Horizonte para ir à praia. Saí porque era perseguida pela ditadura. Na minha veia corre o sangue de Minas Gerais.”
Desde então, a relação política entre os dois azedou. O senador mineiro liderou as críticas ao veto da presidente à MP que alterava as regras para a cobrança da CFEM, imposto relativo à exploração mineral. Depois, os dois lideraram, em lados opostos, a polêmica sobre redução de tarifas de energia. Aécio acusou o governo federal de fazer populismo usando concessionárias estaduais. Dilma manteve a proposta e, junto ao PT, tentou -- e tenta -- ganhar politicamente na defesa de um tema popular (redução da conta de luz para consumidores e empresas).
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