Dilma convoca Gerdau para por ordem na casa
Depois de trocar polticos por tcnicos em vrias reas do governo, a presidente quer agora utilizar a experincia de um dos maiores empresrios brasileiros para definir metas, cobrar resultados e melhorar a gesto da mquina pblica
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247 – Depois de um 2011 marcado pela “faxina”, a presidente Dilma Rousseff pretende fazer com que 2012 seja o ano da boa gestão. Para isso, ela tem um guru. Trata-se do megaempresário gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter, dono do grupo Gerdau, uma das maiores multinacionais brasileiras, que foi convocado a Brasília para transmitir sua experiência a vários ministros.
Presidente da Câmara de Gestão e Competitividade do governo, Gerdau tem conversado com vários ministros e repassado orientações para que a máquina pública funcione com maior foco em resultados. De acordo com reportagem do jornal Estado de S. Paulo deste domingo, haveria sete novos mandamentos em Brasília, a saber:
1) Automatização de processos, com redução do uso do papel (e não é por outra razão que tantos ministros têm utilizado seus iPads).
2) Cumprimento das regras de transparência pública.
3) Estabelecimento de metas, com a definição dos responsáveis pela entrega dos resultados.
4) Uso de software livre e do ponto eletrônico dos servidores.
5) Criação de departamentos de controle, para evitar que uma mesma área do setor público contrate e fiscalize obras ou serviços.
6) Estimular decisões colegiadas.
7) Reduzir exigências burocráticas desnecessárias.
Ainda de acordo com a reportagem do Estadão, Dilma teria definido cinco executivos principais na máquina federal. Além dela própria e de Jorge Gerdau, os outros três principais nomes são Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, Miriam Belchior, do Planejamento e Maria das Graças Foster, da Petrobras.
De acordo com a ministra Gleisi Hoffmann, “a qualidade dos programas será medida pelos resultados sentidos pela população”. Ou seja: é importante avaliar se os gastos públicos chegam até a ponta final, de modo eficiente.
Com essas mudanças, Dilma começa aos poucos a se transformar em CEO do governo federal, tendo a seu lado um empresário que construiu um grupo de mais de US$ 30 bilhões, com presença em vários países.
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