Dilma condena barbárie na UFMG: bofetada nos democratas
Presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff classificou como "espalhafatosa" a operação da Polícia Federal que levou nesta quarta-feira 6 gestores e ex-gestores da UFMG para depor coercitivamente; a ação apura supostos desvios na construção do Memorial da Anistia, obra da instituição feita com recursos do governo federal; "É uma bofetada nos anistiados, um desrespeito à memória dos torturados e que tombaram na luta contra a ditadura", critica Dilma, que lembra do suicídio do reitor da UFSC; "Novamente, de maneira injustificada, extrapola-se o limite do bom-senso e monta-se uma operação policial que joga para a plateia, ao envolver mais de 80 policiais para fazer conduções coercitivas", diz; leia a nota
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Minas 247 - Em nota, a presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, demonstrou indignação sobre a operação da PF na UFMG nesta quarta-feira 6. Para ela, a ação "é uma bofetada nos anistiados, um desrespeito à memória dos torturados e que tombaram na luta contra a ditadura".
A operação apura supostos desvios na construção do Memorial da Anistia e conduziu coercitivamente a depor reitores, vice-reitores, ex-reitores e ex-vice-reitores, sem antes solicitar seus depoimentos.
Leia a íntegra da nota:
Dilma lamenta a espalhafatosa ação da PF na UFMG
Presidenta eleita se mostra indignada com operação batizada de "Esperança Equilibrista", que promoveu conduções coercitivas na UFMG para apurar construção do Memorial da Anistia. "É uma bofetada nos anistiados, um desrespeito à memória dos torturados e que tombaram na luta contra a ditadura", critica.
"A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 6, mais uma operação espalhafatosa, dessa vez para apurar suspeitas sobre o Memorial da Anistia, obra da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) feita com recursos do governo federal.
Batizada perversamente de "Esperança equilibrista" – uma referência traiçoeira à imortal obra de Aldir Blanc e João Bosco que é simboliza o Hino da Anistia – a operação da PF é uma bofetada nos anistiados e um desrespeito à memória dos torturados e dos que tombaram na luta contra a ditadura.
Isso ocorre meses depois da infundada operação desencadeada na Universidade Federal de Santa Catarina que provocou o suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier.
Novamente, de maneira injustificada, extrapola-se o limite do bom-senso e monta-se uma operação policial que joga para a plateia, ao envolver mais de 80 policiais para fazer conduções coercitivas.
É lamentável que a sombra do Estado de Exceção continue a se projetar sobre as instituições brasileiras".
Dilma Rousseff
Presidenta Eleita do Brasil
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